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Adjetivando a Teoria do Desenho Inteligente

Desde que surgiu o movimento do Desenho Inteligente no Brasil, passaram a haver várias tentativas de se adjetivar linguisticamente os defensores da nova teoria, porém todas elas sem sucesso. Por exemplo: neocriacionistas, distas, diistas, tedeístas ou proponentes do design inteligente. No que concerne às qualificações para o próprio movimento em si, tivemos, entre outros: neocriacionismo, novo criacionismo, criacionismo disfarçado ou simplesmente “movimento do design inteligente”.

Vejamos por partes e ligeiramente o significado e o uso cada um desses termos:

DISTAS
Termo originado a partir da sigla D.I. (Desenho Inteligente). Exemplo de uso extraído da Internet: “Mas o pior é que os criacionistas não contam aos seus adeptos pouco letrados que NÃO BASTA alguém refutar a T. da Evolução, ISSO NÃO COMPROVA o criacionismo. Esse é o ponto que criacionistas e DIstas não conseguem admitir."
Embora faça sentido linguisticamente (PT=petistas, PP=pepistas, PMDB- PMDBistas etc.), o adjetivo apresenta alguns problemas. Por exemplo, se dizemos “dista” para aquele que defende o movimento, necessariamente deveríamos dizer “dismo” para o próprio movimento em si, o que sonoramente seria muito estranho, levando em conta que, em português, temos a palavra "dízimo" (“a décima parte”). Ademais, há também na Língua Portuguesa o verbo distar (do latim: distare: ser ou estar distante; diferençar-se, divergir; ficar longe, muito abaixo, em plano de nítida inferioridade; ser visivelmente inferior). Daí á conjugação: eu disto, tu dista, ele dista, e por aí vai.

DIISTA
Trata-se do mesmo caso anterior, porém mais coerente com o emprego do sufixo “ismo”. Exemplo de uso extraído da internet: “Os DIistas fazem uma afirmação que apregoam como verdadeiramente original, uma afirmação que se tem tornado bastante popular. É a ideia de que os organismos revelam algumas adaptações que não poderiam ser originadas pela selecção natural, implicando, por conseguinte, a necessidade de uma força criadora sobrenatural tal como um autor inteligente.” Quanto às dificuldades de sua utilização, embora neste caso haja o acrescímo de uma letra “i”, sonoramente ele apresenta o mesmo problema do anterior.
Ambos os termos tem contra si ainda o fato de não poderem abarcar a totalidade da expressão “Teoria do Desenho Inteligente”.

TEDEÍSTAS
Adjetivo formado a partir da sigla T.D.I. (Teoria do Desenho Inteligente). Ou seja: (a letra “t”) + (a letra “d”) + I (a 9ª letra do nosso alfabeto) + sufixo nominal ista. Ou seja: TeDeIsta (tedeísta). No que se refere ao processo de formação de palavras do idioma português, este adjetivo enquadra-se perfeitamente aos seus padrões linguisticos, como em: FNM, que originou “fenemê” (nome de um antigo caminhão) e FFLCH, que deu “fefeléche” (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Em relação ao substantivo, por este mesmo processo temos tedeísmo, com o acréscimo do sufixo grego “ismo” (ismós), que designa, entre outras cousas: teoria ou princípio artístico, filosófico, político etc. Por exemplo: darwinismo, evolucionismo, classicismo, positivismo, socialismo, americanismo, arabismo, brasileirismo, latinismo etc. Exemplo extraído da Internet: “O Tedeísmo não fundamenta suas teses em livrosconsiderados sagrados, nem objetiva divulgar qualquer que seja a crença religiosa.”

PROPONENTES DO DESENHO INTELIGENTE
Já em relação a “proponente”, (do latim “proponente”), trata-se de um substantivo de dois gêneros, que significa aquele que propõe. Ao pé da letra, portanto, quem propõe alguma coisa, é necessariamente um proponente. Para esta finalidade, portanto, não especifica nada. Ademais, tem seu uso dificultado por se tratar de uma expressão longa. Exemplo extraído da Internet: “As evidências analisadas pelo juiz incluíam o livro didático “Of Pandas and People” ligado ao Discovery Institute, que continha reaproveitamento de parágrafos inteiros de publicações criacionistas anteriores. Uma análise até mostrou que alguém de fato substituiu “criacionistas” por “proponentes do design inteligente” às pressas no texto para tentar mascará-lo como se fosse científico.”

NEOCRIACIONISMO
Ao pé da letra, “neocriacionismo”, com o elemento de composição “neo” (novo, moderno: neolatino, neologia, neocatolicismo etc.) seria o mesmo que “novo criacionismo”. Na prática, porém, o termo não faz o menor sentido, uma vez que inexiste uma relação entre as propostas do Criacionismo com aquelas defendidas pela Teoria do Desenho Inteligente. O Tedeísmo está para o Criacionismo assim como o Darwinismo está para o ateísmo. Exemplo extraído da Internet: “Uma das estratégias do Neocriacionismo actualmente é de actuar em certas escolas privadas, divulgando esta doutrina através de fascículos que nos chegam via Texas.

NOVO CRIACIONISMO
da mesma forma que o termo anterior, a expressão “novo criacionismo” só tem uma finalidade: depreciar as propostas científicas da Teoria do Desenho Inteligente. Isso explica o porquê do seu uso dá-se apenas entre darwinistas. Exemplo extraído da Internet: “O que nos interessa é mostrar que esse novo criacionismo não irá eliminar o antigo, mas poderá estar em maior evidência, e nesse caso, trata-se de uma curiosa inversão total de conceitos.”

CRIACIONISMO DISFARÇADO
Outra tentativa de se imputar à Teoria do Desenho Inteligente características de religião sob uma “nova roupagem”. É nítido o seu emprego por partes daqueles que não aceitam as novas idéias como científicas. Exemplo extraído da Internet: Nos dois simpósios anteriores, abrimos espaço para as pessoas conhecerem o que vem a ser o Design Inteligente. Em 2010, o objetivo é trazer à tona a crítica mais comum que se faz ao DI, que é a de denominá-lo de “criacionismo disfarçado.

MOVIMENTO DO DESIGN INTELIGENTE
Trata-se de uma expressão legítima, uma vez que linguisticamente designa uma “série de atividades organizadas por pessoas que trabalham em conjunto para alcançar determinado fim”, como em: movimento em prol dos flagelados da seca do Nordeste. Todavia, ninguém diz, por exemplo, Movimento da Evolução, mas, evolucionistas. Exemplo extraído da Internet: “Omovimento do design inteligente é uma campanha religiosa neocriacionista que clama por amplas mudanças sociais, acadêmicas e políticas, derivadas a partir de conceitos dodesign inteligente.”

É isso!

Artigo "peer-review" a favor a Teoria do Desenho Inteligente

E aqui um artigo (peer-review) recente o qual aborda a hipótese de desenho na natureza, publicado na revista “International Journal of Design&Nature and Ecodynamics”. Um ponto a mais para a Teoria do Desenho Inteligente.

É isso!

A "criação desinteligente" da Wikipédia

O verbete Design Inteligente é um caso interessante entre os textos da enciclopédia online Wikipédia. Por ser tão alterado e adulterado, colocaram por lá um alerta: “Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade.”

Alerta à parte, u
ma rápida lida no texto já é suficiente para atestar que imparcialidade é pouca cousa para tanta falta de bom senso. Lá pelas tantas, um editor anônimo, obviamente darwinista, escreveu:
Seus principais defensores, todos eles associados ao Discovery Institute, baseado nos Estados Unidos, acreditam que o criador é o Deus do cristianismo.” Na mente ingênua ou tendenciosa de quem editou o texto, a Teoria do Desenho Inteligente é uma espécie de “clube”, no qual só entra cristãos com a Bíblia embaixo do braço. Ora, é sabido que há agnósticos e até ateus os quais a seu modo defendem tais conceitos. Na realidade, os “engomadinhos de Darwin” da Wikipédia tem tanto interesse em ligar os tedeístas à religião que até conceberam um novo nome para a teoria: “Criação Inteligente”: “Defensores da criação inteligente alegam que ela seja uma teoria científica, e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais.” O termo “criação”, aqui, é uma alusão mais que óbvia ao criacionismo bíblico. Pura desonestidade, afinal em nenhum momento a Teoria do Desenho Inteligente deseja que a ciência aceite “explicações sobrenaturais”. Em seu prestigiado livro “A Caixa Preta de Darwin”, Michael Behe discorre exatamente sobre esta questão. Mui provavelmente o anônimo wikipediano sequer teve a pachorra de consultar uma das principais referências à teoria que critica:
"Parece-me, porém, que o medo de que o sobrenatural apareça de repente em todos os lugares na ciência é muito exagerado. Se minha aluna de pós-graduação en­trasse em meu gabinete e disesse que o anjo da morte acabou com sua cultura bacteriana, eu não teria nenhuma inclinação a acreditar nela. É im­provável que o Journal of Biological Chemistry inicie uma nova seção sobre o controle espiritual da atividade enzimática. A ciência aprendeu no último meio século que o universo funciona com grande regularidade na maioria das vezes, e que leis simples e comportamento previsível explicam a maioria dos fenómenos naturais" (Zahar Editor, p.242).

É isso!