Pinheirinho e a incompetência do Governo de São Paulo


Cerca de 6.000 mil pessoas do bairro Pinheirinho (São José dos Campos), incluindo idosos, crianças, doentes e mulheres grávidas, foram expulsos de suas casas a pretexto da "Lei". "Obra" essa do governo de São Paulo, que não mediu esforço para dar reintegração de posse do local para a massa falida de uma empresa. O governador nada fez, se não para evitar o sofrimento dos moradores, ao menos para oferecer uma alternativa digna de habitação a este sofrido povo. A Rede Globo, que teve um de seus veículos queimados durante a desocupação, acabou de afirmar no seu "Fantástico" que o local era usado para fins criminosos por traficantes, como se os demais bairros de São Paulo fossem um recanto de paz e harmonia! Veículo hipócrita, que sempre esteve ao lado dos poderosos ao longo de sua existência, recebendo seus abundantes "favores"...
Este governo, que há mais de 20 anos dirige o Estado, tem se mostrado um verdadeiro fracasso, tanto no combate à violência, quanto na execução de projetos de habitação para os menos favorecidos socialmente. Pauta sua propaganda no CDHU, que, embora tenha beneficiando inúmeras pessoas, está longe de suprir com alguma notoriedade a questão habitacional no Estado.
Esta Justiça que retira famílias de suas casas, é a mesma que mantém em pleno gozo de seus "proventos", os poderosos que, a pretexto da mesma "Lei", esguiam-se de seus suplícios.
Contra esta justiça injusta, deixo aqui este simples protesto!

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É isso!

4 comentários:

  1. Marco Antonio - Curitiba (PR)23/01/12 11:38

    Iba, peço que leia esses posts do Reinaldo Azevedo e reconsidere tua opinião.

    Um abraço.



    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pinheirinho-%e2%80%93-petistas-sentiram-cheiro-de-sangue-de-pobre-e-resolveram-apostar-no-confronto-e-na-violencia-ou-dilma-vai-ordenar-que-ministros-seus-parem-de-tentar-promover-o-baguncismo-em-sp/

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-usa-pinheirinho-para-fazer-pre-campanha-eleitoral-em-sao-jose-dos-campos-ou-suplicy-ja-se-ligou-a-causas-piores/

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/grupo-invade-casa-apos-reintegracao-e-faz-familia-refem-coqueteis-molotov-sao-apreendidos-dois-se-preparavam-para-explodir-deposito-de-gas/

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  2. Caro Marco,

    Em relação aos links indicados, faço as seguintes observações:

    1. O fato de determinada comunidade ser manipulada para fins políticos, não implica que as pessoas que dela fazem parte não sejam realmente carentes e necessitadas socialmente. Pouco importa se a turba escrota do PT (entre outros) botou por lá o seu "dedo", o que realmente importa é que ali havia pessoas pobres e sem a mínima condições de ter uma moradia...
    2. É fato notório que a revista Veja fez do PT um inimigo a ser periodicamente combatido, daí esta tendencia besta de sempre achar que os fanáticos petistas estejam ideologicamente por trás de todo deste tipo de movimento, não levando em conta que muita gente por lá apenas deseja ter onde morar, pouco importando se o PT ou qualquer outro partido tenham interesses políticos com suas mazelas;
    3. O governador de São Paulo, ainda que nada pôde fazer para evitar a desocupação, também não fez nada para alocar essas pessoas para um local onde elas pudessem viver com alguma dignidade...
    4. Nem tudo que é legal é moral... A letra da Lei, no Brasil, sempre trouxe proveito a quem pode pagar por ela, com bons advogados...
    5. O fato de entre a comunidade de Pinheirinho haver criminosos, isso em nada implica que todos os seus moradores tenham alguma relação com o crime. Isso é preconceito. Vide o exemplo da Rocinha, no Rio de janeiro...
    5. E, por fim, quando defendo a comunidade de Pinheirinho, defendo as pessoas que, por vários motivos, não podem pagar por um aluguel nem muito menos adquirir um imóvel. Como diria o poeta: "Quem nunca foi ferido, zomba das cicatrizes".

    Um abraço e grato pela visita...

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    1. Marco Antonio - Curitiba (PR)23/01/12 18:17

      Iba, eu passei meus primeiros dez anos de vida em favelas. Até meus 7 anos não havia luz elétrica e banheiro no barraquinho em que nasci; água encanada, só aos 10; rede de esgoto, só aos 11. Aos 6 anos testemunhei o assassinato a facadas do pai de um amiguinho meu (a vítima agonizou e morreu aos pés do menino). Vários de meus amigos de infância ingressaram no crime como ladrões, assassinos e estupradores; muitos deles já não existem.

      Concordo que sem a ação pública, quadros como os da minha infância só tendem a agravar. Contudo, é uma questão ampla: o legislativo elabora e promulga as leis, o judiciário - sempre que provocado - decide de acordo com essas leis e o executivo atua dentro das balizas legais. Qualquer solução só pode acontecer dentro das atribuições das nossas instituições, respeitadas as correlações entre elas.

      Existe uma corrente jurídica subversiva que cresceu até gerar metástases e hoje ameaça o estado de direito. Chama-se "o direito achado na rua" (eu diria, no monturo), e vicejou na universidade onde me graduei, a UnB. Pra você ter ideia dessa abominação, dois vestibulandos solicitaram admissão pelo sistema de cotas raciais (sic); um foi aprovado, outro não. Detalhe: eram gêmeos univitelinos, idênticos a ponto de confundir a própria mãe. Um foi considerado negro, o outro, branco. Esse tipo de jabuti não subiu sozinho na árvore, foi o PT quem o pôs lá.

      No caso do PT, trata-se da corrente mais presente e atuante da nossa esquerda, com o agravante de estar no poder. Como o espaço é curto, recomendo você dar uma olhada rápida neste gráfico:

      http://lucianoayan.files.wordpress.com/2011/12/arquitetura_da_esquerda.png

      O blog do Ayan vem analisando cada um dos elementos listados no organograma. Considero-o leitura obrigatória para se entender o que vem acontecendo não apenas no Brasil mas em todo o Ocidente.

      Grande abraço.

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    2. Caro Marco,

      Não discuto a “legalidade” da ação; o que enfatizo é ausência total do governo em prol dos moradores do Pinheirinho. Todavia, historicamente a “legalidade” em muitos de seus aspectos tem sido mudada para se ajustar aos interesses de quem as executam. O fato, por exemplo, de a lei iraniana aprovar o apedrejamento de um acusado, não significa que, moral e humanamente, ela possa ser justificada como correta. O governo teve oito anos para pensar uma alternativa de moradia para seus moradores, no entanto, agiu rapidamente para botar para fora pessoas que mal tem para comer. Agora, o mesmo se daria se, em vez de pobres, fosse esta uma causa favorável aos poderosos?

      É isso!

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