A história das ondas do rádio, o rádio no curso da história



"Quando pretendemos fazer uma discussão sobre a história do rádio no Brasil, um dos fatos com os quais nos debatemos é a questão da primazia. Em outras palavras, sempre nos deparamos com autores ora atestando ser tal estado o pioneiro nas transmissões radiofônicas, ora outros estudiosos fazem nos crer ser um outro estado que detêm o título de primeiro em transmissões por rádio em nosso país, para nós isso não é fato relevante. O que pretendemos deixar bem claro neste ponto é o fato de que embora abordemos o rádio em termos de Brasil, nosso foco principal será o estado de Pernambuco, haja vista o fato de que nosso estudo repousa sobre um corpus cuja maior parte é relativa ao fenômeno rádio em nosso estado e desta feita tomaremos como datas primordialmente as relativas ao rádio pernambucano, sem com isso querer advogar primazia para o caso pernambucano. Contudo, não deixaremos de nos remeter aos eventos históricos deste rádio em todo o país uma vez que, como veremos adiante, as atividades de produção e transmissão radiofônicas em nosso estado estavam intrinsecamente atreladas a um projeto nacional.

Assim, podemos afirmar que data, oficialmente, a 1919 o surgimento da radiofonia em Pernambuco. Isto se deu com a fundação do Rádio Clube de Pernambuco. Em seus primeiros momentos, este veículo (o rádio) era uma tarefa de amantes da nova tecnologia de então, amantes estes que contribuíam com o empréstimo de seus discos para a irradiação das “peças musicais”, participação com as suas palestras que versavam sobre os mais variados temas. Estas pessoas chegavam até a contribuir financeiramente com as emissoras por via de certo tipo de mensalidade o que fazia destas pessoas uma espécie de sócios, daí a maioria destas rádios serem nomeadas como clubes ou sociedades. Um importante relato sobre este período do rádio em Pernambuco, e que julgamos importante sua transcrição na íntegra, foi dado pelo jornalista e escritor Mário Melo em um de seus textos na coluna, que o mesmo mantinha no Jornal Pequeno, intitulada “Ontem, Hoje e Amanhã”presente em nosso anexo.

Como fica claro no relato do cronista Mário Melo, a programação radiofônica era produzida de forma amadora, com diversos intelectuais da época contribuindo com suas “palestras”, a leitura de suas obras literárias ou mesmo a performance de peças musicais ao piano.

Por um período da década de vinte e o fim da década de 40 (precisamente 1948), a Rádio Clube de Pernambuco foi o único veiculo de comunicação eletrônica em nosso estado. Durante estas quase três décadas, a PRA deteve grande importância tanto no cenário artístico, político e cultural pernambucano.

Contudo, já naquela época, as transmissões da Rádio Clube não eram as únicas a serem ouvidas pelos admiradores da radiofonia em nosso estado. Já na primeira metade da década de vinte do século passado, havia uma intensa atividade de radio ouvintes tanto que demandou uma medida por parte da municipalidade para disciplinar a instalação de antenas para recepção de transmissões em Recife, como atesta a matéria publicada no Jornal Pequeno de 10 de setembro de 1925.

Em um outro texto também do Jornal Pequeno, temos mais uma prova da intensa atividade de rádioouvintes ou rádioamantes, como assim eram chamados à época, pois em anúncios de casas especializadas em aparelhos de rádiorecepção podemos perceber esta “febre” do rádio em nossa cidade e da atividade de ouvir emissoras de fora do nosso estado.

Este era o cenário da radiofonia em nosso estado. Embora alguns estudiosos afirmem que em seus primeiros momentos a atividade de rádio era de poucos abnegados, e que esta nova tecnologia era quase um exotismo, podemos perceber pelos documentos históricos a já popularização deste veiculo. O rádio Clube de Pernambuco (pois era assim chamada) passou toda a década de vinte do século passado sendo um grande e importante evento de nossa sociedade, algo como um marco de nossa inserção na modernidade que então se afigurava para aquela época. Prova deste evento de afirmação social é um trecho do Jornal do Recife no ano de 1924 quando do anúncio da programação noturna da Rádio Clube.

Ainda como prova do amadorismo deste rádio, basta citar o fato de não haver um corpo de profissionais da emissora, esta ainda não funcionava como uma empresa; ela era tão somente uma ação de admiradores, voluntários os quais dividiam os seus tempos livres com as transmissões. Isto pode ser constatado em matéria do Jornal do Recife de 1925, no qual fica claro o fato de haver um revezamento entre os voluntários, pois a cada semana um destes colaboradores era o responsável pela programação como consta no texto em questão. E isto não se resumia ao que dizia respeito à programação. Na parte técnica a coisa não era diferente, basta relatarmos o fato de ter sido um garoto de quinze anos uns dos responsáveis pela técnica da Rádio Clube no ano de 1925...

E assim, em forma de completo amadorismo, muito voluntarismo e sentimento de inserção em uma modernidade, o rádio pernambucano, ou melhor, o Rádio Clube de Pernambuco atravessou a década de vinte, ficando para a década seguinte o momento de transição deste amadorismo para uma empresa bem sucedida e respeitada.

A década de trinta: o rádio, a publicidade e o estado novo
Para entendermos os processos de transformação pelos quais passaram o rádio brasileiro em geral e o pernambucano em particular, temos que continuar um pouco com os nossos olhos voltados para a década de vinte. Assim poderemos adentrar na década de trinta e no que ela representou para o rádio como também por um outro viés; o que o rádio representou para esta década no Brasil e em especial em Pernambuco.

Depois de dois decênios de predominância de uma elite formada parte por uma oligarquia cafeeira, parte por uma outra oligarquia da pecuária leiteira, o Brasil chega à década de 20 prestes a presenciar uma mudança no quadro político nacional. Esta mudança deu-se em função de alguns fatores que merecem ser aqui elencados.

Primeiro, temos em âmbito de políticas econômicas um desgaste de um odelo que tinha como meta principal salvaguardar os ganhos da oligarquia produtora de café do eixo centrosul, mais notadamente do eixo Rio, Minas, São Paulo. Esta salvaguarda, de acordo com Rodrigues (1997), era levada a efeito com uma prática de regular o preço do café no mercado interno a partir da compra por parte do governo federal de montantes significativos da produção cafeeira. Este montante era guardado em armazéns que em muitos casos destruíam parte significativa dos seus estoques como forma de não deixar o preço do café cair a patamares muito baixos.

Contudo, esta política, embora garantisse por quase toda a década de 20 os preços do café em patamares altos, por ser feita com dinheiro de impostos federais, gerava insatisfações, assim:

As medidas de proteção ao café geraram contínuos protestos de produtores e debates no congresso nacional sobre a necessidade de amparo a outros produtos agrícolas de exportação, como a borracha, o cacau e o mate. Embora todos os cafeicultores brasileiros se beneficiassem com a alta do produto, em decorrência da política de valorização, sob o ponto de vista dos produtores de outros estados, os paulistas eram beneficiados pelo governo federal; os Constrangimentos se repetiam entre os próprios cafeicultores paulistas, pois era constante o conflito de interesses entre grandes e pequenos produtores, comissários e banqueiros, assim como as críticas ao instituto do café. Além disso, no âmbito do próprio estado de São Paulo, a predominância do café afetava culturas como a do algodão – em 1921 responsável por cerca de 70% do consumo de indústria têxtil de São Paulo – e a do açúcar. (Rodrigues 1997: 26)

Esta insatisfação tornou-se ainda mais aguda quando dos últimos anos daquela década, pois com a concorrência externa, o preço do café brasileiro foi perdendo força, culminando com a quebra da bolsa de Nova Iorque. Estes fatos fizeram com que a oligarquia cafeeira perdesse sua força e consequentemente parte significativa de sua influência nos destinos da nação.

Ainda, a década de 20 assiste, no Brasil, ao inicio de um processo de industrialização e substituição de capitais. Este processo caracterizou-se pela mudança de uma incipiente indústria de origem britânica pela americana e também a mudança de capitais internacionais aqui investidos, passando agora a ser de origem norte americano. Nesta fase assiste-se a uma invasão (para os padrões da época) de produtos oriundos dos EUA.

Em Pernambuco, o quadro de mudanças também existiu. A diferença foi que em nosso estado as causas tinham motivações econômicas um pouco diversas das do eixo centrosul do Brasil. Enquanto em nível nacional predominava uma elite de base primordialmente cafeeira, em Pernambuco o domínio era de uma elite açucareira. Contudo, esta elite vinha sofrendo um processo que segundo Souza Barros (1985) era de estratificação da mesma. Isto se caracterizou por uma mudança nos meios de produção do açúcar, uma vez que o tradicional engenho vinha, desde o final do século XIX, sendo substituído pelas usinas centrais. Isto fez com que muitas das famílias pernambucanas que outrora dominavam a produção e comercialização do açúcar, passassem, agora, a ser meras fornecedoras de cana para as usinas centrais. Isto obviamente criou uma diferenciação entre os produtores de cana e os produtores de açúcar, uma vez que para o segundo grupo ficava maior parte dos lucros em detrimento do primeiro. Assim:

Realmente, apenas cerca de quinhentas famílias participavam diretamente na faixa de produção industrial, da apropriação da terra, dos meios de produção e da comercialização desse produto básico da economia. O resto era a grande massa amorfa de trabalhadores e aproximadamente 2.000 senhores de engenho transformados em fornecedores de cana. As condições de trabalho eram péssimas e ficavam os trabalhadores sujeitos a estágios operacionais de plantio, colheita e moagem, com os períodos de entresafras, gerando a descrença e a falta de trabalho para uma grande parte do pessoal engajado. (Souza Barros 1985: 36)

Em adição a isto, temos o fato de não haver uma geração de capitais que funcionasse como impulsionador de uma diversificação da atividade econômica em nosso estado. Muito pelo contrário, o que se assistia era que grupos ou famílias enriquecidas com o comercio passavam a investir ainda mais neste modelo de produção, ou seja, das usinas centrais, tornando ainda mais crônico o quadro até então delineado. Isto não estimulava um desenvolvimento industrial de nosso estado, mas sim, criava um quadro de estagnação econômica e de uma quase impossível mudança no quadro de nossa classe dominante, principalmente no âmbito político. Assim:

Este era o panorama do principio da década e que fazia acumular os ódios, incentivar as reações contra a situação dominante. Se, no âmbito nacional, o fazendeiro de café significava o domínio da republica através da escolha do mais alto cargo da nação (o seu presidente), na esfera da política partidária do nosso Estado, os governadores eram sempre usineiros. (Souza Barros 1985: 41)

Foi a reação de uma pequena burguesia comercial e de uma pequena e incipiente burguesia industrial, somada à demonstração de reivindicação de um proletariado (este influenciado por ideais de base européia) que começou a gerar uma mudança no contexto político e econômico de nosso estado.

Desta feita, enquanto em nível nacional a crise se dava por motivo de falência e uma economia de base cafeeira, em Pernambuco, esta crise foi causada por um modelo econômico que redundava em exclusão da classe trabalhadora, limitação da diversificação da atividade produtora e certa marginalização de grupos outrora dominantes em nosso estado.

Ainda, um outro importante aspecto do cenário político da década de vinte que merece ser citado neste espaço diz respeito ao quadro da política internacional. Quando começa os anos 20, o mundo ainda se recuperava, ou pelo menos tentava, daquilo que se convencionou chamar primeira guerra mundial. De acordo com Moura (1991), já despontava timidamente no quadro internacional, entre tantas outras, a ideologia nazista. Esta, além do comunismo, apresentava-se como uma das principais concepções ou forças a fazer contraponto com o capitalismo.

Tal fato despertou a atenção e a preocupação dos diferentes grupos e governos capitalistas em todo o mundo. Entre estes, estavam os norte americanos que vinham já a um bom tempo implementando práticas de controle sobre, principalmente, as nações da América Latina. Uma vez os nazistas terem posto em prática uma série de acordos, o governo americano passou a ação, pois:

O diagnostico de Washington sobre a América Latina era o seguinte: as Américas Central e do Sul constituíam parte importante dos planos de dominação mundial dos nazistas; além disso, constituíam um campo de colonização potencial, em virtude dos alemães que viviam nessas regiões; esses países tinham sido importantes para o rearmamento alemão, visto que forneceram matérias primas vitais, por intermédio do comercio compensado. Ainda mais: muitos desses países centro e sul-americanos tinham suas forças armadas instruídas por missões alemãs e eram alvo de uma propaganda sistemática que procurava criar um antagonismo entre esses países e os Estados Unidos. (Moura 1991: 20)

Claro que os fatos referidos pelo autor não dizem respeito apenas a acontecimentos da década de 20. Contudo, e assim veremos em momento posterior, estes movimentos tiveram origem nos anos vinte.

Para fazer frente à investida alemã, o governo americano programa, já desde o inicio da década de 20, uma série de ações nos diferentes campos, tal como no comercial, com maior presença de seus produtos nos mercados latinos incluindo-se, obviamente, o Brasil; no campo ideológico, com farta propaganda onde se procurava passar o “american way of life” através do cinema e da música e ainda uma forte ajuda à imprensa, via publicidade paga de diferentes produtos 4 . E, é claro, no campo político propriamente dito. Estas ações surtem efeitos; o primeiro deles diz respeito à mudança da língua estrangeira de maior presença entre nós, já no inicio da década de vinte, pois a língua e a cultura estrangeira preponderantes em nosso território deixam de ser originárias da França e passam a ser as de origem americana.

Assim, podemos resumir o quadro político econômico e social do Brasil e de Pernambuco na década de 20: o Brasil e Pernambuco viviam um momento de mudanças no campo econômico com a substituição de uma velha oligarquia por uma incipiente burguesia comercial e industrial; no campo político verifica-se a ascensão desta burguesia comercial e industrial aos quadros de comando das administrações federal e estadual. E por fim, o início da presença de uma política imperialista norte-americana nacional e localmente, fruto de uma disputa por mercados com os alemães em escala global.

Estes fatos fazem com que entremos na década de trinta com tudo pronto para uma reviravolta nos mais diversos aspectos da nossa vida. Como nosso trabalho tem por foco principal o meio de comunicação rádio, é sobre este que iremos analisar as mudanças desta década. A primeira diz respeito ao financiamento das atividades radiofônicas com o uso de aportes publicitários. É nos anos trinta quando o rádio pernambucano passa a ter uma maior e melhor presença de publicidade de empresas comerciais e mesmo industriais em sua programação.

Esta publicidade, a nosso ver, é fruto de duas construções históricas já discutidas acima: A primeira diz respeito ao processo de industrialização originado deste a década anterior. Esta industrialização demandou a formação de uma classe com hábitos de consumo que destoavam em muito dos costumes locais. 5 E o veículo a se assemelhar mais apropriado para esta indústria criar os hábitos de consumo (de seus produtos, é claro!) foi o rádio; a segunda construção histórica é relativa a um aspecto de natureza geopolítica. A presença americana cada vez mais forte entre nós, desde a década anterior e fruto de uma disputa por mercados fornecedores e consumidores, levou o governo daquele país a fazer uso de um aparato de dominação cultural, o chamado “Soft Power” , o qual tinha como armas para a sua propagação os mais diversos instrumentos que iam da música, cinema, imprensa até, e principalmente, o caçula de todos; o rádio.

Estes fenômenos passam a ser muito visíveis tanto que muitos dos programas passam a ser não mais uma cortesia de um fornecedor de discos ou irradiados com os agradecimentos a tal comerciante que contribuiu com uma pequena quantia em dinheiro. Os patrocinadores de agora são os financiadores de grandes espetáculos, de temporadas de algum artista ou grupo famoso, chegando até mesmo a contratar as próprias atrações e a criar os programas cujos nomes eram os mesmos das marcas dos anunciantes, em muitos dos casos.

A outra mudança operada no rádio em conseqüência das transformações da década de trinta tem sua origem em fatos políticos. É já no ano de 1930 que chega ao poder federal, mesmo que de forma provisória, o então governador do estado do Rio Grande do Sul, Getúlio Dorneles Vargas. Este fato representa um grande marco para toda a vida social, política e econômica do Brasil.

Por toda a década de trinta, desde a chegada de Vargas ao poder de forma provisória, em substituição a Washington Luís, passando pelo período constitucional e pelo Estado Novo, foi dada especial atenção aos meios de comunicação de massa em geral e para o rádio em especial. O período de Getúlio Vargas no poder representou para o rádio brasileiro como um todo um momento de profundas transformações, de mudanças de um modelo amador e voluntário para uma fase de profissionalismo e forte uso deste veículo por parte do governo Federal e dos Interventores nomeados por Vargas em cada unidade da federação brasileira. Contudo, podemos acrescentar o fato de não ser uma exclusividade de Vargas e seus seguidores o uso do rádio para propaganda ideológica. Como bem nos aponta Ortriwano (1985):

Logo no inicio desses anos 30, o rádio também já veiculava propaganda política, e em determinados episódios, como a revolução constitucionalista de 1932, em São Paulo, conclamou o povo em favor da causa política, com César Ladeira ganhando fama nacional como locutor oficial da revolução, através da rádio Record, que, aliás, foi a pioneira em múltiplos sentidos. Primeira líder de audiência, introduziu a programação política, ao trazer os políticos aos seus microfones – para “palestras instrutivas”, como dizia seu proprietário, Paulo Machado de Carvalho. Depois, organizaria a cadeia de emissoras paulistas na propaganda da revolução constitucionalista e, em 1934, torna-se agente da reviravolta que se operaria na programação das emissoras brasileiras logo a seguir. (Ortriwano 1985:17).

Porém, é fato que o senhor Getúlio Vargas e seus aliados souberam como poucos na América Latina fazer uso do então novo meio de comunicação de massa. Além de Vargas, Perón foi outro governante que lançou mão dos recursos radiofônicos na sua prática política, ou o que ficou conhecido como “Populismo”. Para melhor ilustrar a representatividade do rádio para estes governantes, vale a pena citar o fato de logo que chega ao poder, Vargas cria o DOP em 1931, transformado em DIP no ano de 1939. Outra demonstração da preocupação de Getúlio com o uso do rádio é a criação do programa “A Voz do Brasil” em 1932. E ainda nas palavras de Jambeiro et al:

…é no Estado Novo, sem dúvida, que a simbiose do rádio com a política vai ter sua maior expressão. Para forjar uma ideologia estadonovista aceitável pela população, o governo investe significativamente na área da radiodifusão, através de patrocínio dos programas mais populares e dos artistas, já então, transformados em ídolos. (Jambeiro et al 2004: 65)

Devemos acrescentar às observações acima descritas, o fato de não ter sido apenas o patrocínio de artistas famosos e de programas, pois uma outra tática usada pelo governo varguista foi a encampação de emissoras, como no caso da Rádio Nacional do Rio de Janeiro 6 e ainda o financiamento de emissoras que se mostravam simpáticas, ou ao menos não contrárias ao governo que então estava a se instalar no país."


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Fonte:
DOUGLAS DA SILVA TAVARES: "RÁDIO: ORALIDADE MEDIATIZADA E LETRAMENTO: UMA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA". (Trabalho apresentado ao programa de pós-graduação em letras da Universidade federal de Pernambuco como um dos pré-requisitos para a obtenção do grau de mestre em Linguística, outorgado pela referida instituição federal de ensino, pesquisa e extensão). Recife, 2009.

Nota
:
A imagem inserida no texto não se inclui na referida tese.
As referências bibliográficas de que faz menção o autor estão devidamente catalogadas na citada obra.
O texto postado é apenas um dos muitos tópicos abordados no referido trabalho.
Para uma compreensão mais ampla do tema, recomendamos a leitura da tese em sua totalidade.

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