Darwin estava errado

“Darwinista é como corinthiano: sofre muito mas mesmo assim continua vestindo a camisa.”
((rs))

"Têm-se representado algumas vezes sob a figura de uma grande árvore as afinidades de todos os seres da mesma classe, e creio que esta imagem é assaz justa sob muitas relações.

Os ramos e os gomos representam as espécies existentes; os ramos produzidos durante os anos precedentes representam a longa sucessão das espécies extintas. A cada período de crescimento, todas as ramificações tendem a estender os ramos por toda a parte, a exceder e destruir as ramificações e os ramos circunvizinhos, da mesma forma que as espécies e os grupos de espécies têm, em todos os tempos, vencido outras espécies na grande luta pela existência.

As bifurcações do tronco, divididas em grossos ramos, e estes em ramos menos grossos e mais numerosos, tinham outrora, quando a árvore era nova, apenas pequenas ramificações com rebentos; ora, esta relação entre os velhos rebentos e os novos no meio dos ramos ramificados representa bem a classificação de todas as espécies extintas e vivas em grupos subordinados a outros grupos.

Sobre as numerosas ramificações que prosperavam quando a árvore era apenas um arbusto, duas ou três unicamente, transformadas hoje em grossos ramos, têm sobrevivido, e sustentam as ramificações subseqüentes; da mesma maneira, sobre as numerosas espécies que viviam durante os períodos geológicos afastados desde longo tempo, muito poucas deixaram descendentes vivos e modificados.

Desde o primeiro crescimento da árvore, mais de um ramo deve ter perecido e caído; ora, estes ramos caídos, de grossura diferente, podem representar as ordens, as famílias e os gêneros inteiros, que não têm representantes vivos e que apenas conhecemos no estado fóssil.

Da mesma forma que vemos de onde aonde sobre a árvore um ramo delicado, abandonado, que surgiu de qualquer bifurcação inferior, e, em conseqüência de felizes circunstâncias, está ainda vivo, e, atinge o cume da árvore, da mesma forma encontramos acidentalmente algum animal, como o ornitorrinco ou a lepidossercia, que, pelas suas afinidades, liga, sob quaisquer relações, duas grandes artérias da organização, e que deve provavelmente a uma situação isolada ter escapado a uma concorrência fatal.

Da mesma forma que os gomos produzem novos gomos, e que estes, se são vigorosos, formam ramos que eliminaram de todos os lados os ramos mais fracos, da mesma forma creio eu que a geração atua igualmente para a grande árvore da vida, cujos ramos mortos e quebrados são sepultados nas camadas da crosta terrestre, enquanto que as suas magníficas ramificações, sempre vivas e renovadas incessantemente, cobrem a superfície”
.

Fonte:
Charles Darwin – “A Origem das Espécies”, p. 146, 147.


Why Darwin was wrong about the tree of life
"For much of the past 150 years, biology has largely concerned itself with filling in the details of the tree. "For a long time the holy grail was to build a tree of life," says Eric Bapteste, an evolutionary biologist at the Pierre and Marie Curie University in Paris, France. A few years ago it looked as though the grail was within reach. But today the project lies in tatters, torn to pieces by an onslaught of negative evidence. Many biologists now argue that the tree concept is obsolete and needs to be discarded. "We have no evidence at all that the tree of life is a reality," says Bapteste. That bombshell has even persuaded some that our fundamental view of biology needs to change".

Evolution: Charles Darwin was wrong about the tree of life
"Evolutionary biologists say crossbreeding between species is far more common than previously thought, making a nonsense of the idea of discrete evolutionary branches..."

Cientista diz que modelo da árvore da vida de Darwin é equivocado
"A árvore da vida do naturalista britânico Charles Darwin, que mostra como as espécies estão inter-relacionadas ao longo da história da evolução, é equivocada e deveria ser substituída por um símbolo melhor, diz um biólogo do principal centro científico da França.

"Não temos provas de que a árvore da vida seja uma realidade", afirma Eric Bapteste, biólogo da Universidade Pierre e Marie Curie, de Paris, em declarações à revista "New Scientist".

Darwin projetou em 1837 uma árvore imaginária para mostrar como as espécies podiam ter evoluído, árvore que veio rapidamente a simbolizar a teoria da evolução por meio da seleção natural.

No entanto, a genética moderna demonstrou que representar a história da evolução em forma de árvore pode confundir, e muitos cientistas argumentam que seria mais realista usar uma espécie de bosque impenetrável para representar as inter-relações entre as espécies.

Os testes genéticos realizados com bactérias, plantas e animais revelam que as espécies se inter-relacionam entre elas muito mais do que se pensava, com o que os genes não passam apenas para a descendência pelos galhos da árvore da vida, mas se transferem também de algumas espécies para outras.

Os micróbios trocam material genético de forma tão promíscua que é difícil distinguir alguns tipos de outros, mas também as plantas e os animais se cruzam com muita regularidade, e os híbridos resultantes podem ser férteis.

Segundo alguns cálculos, 10% dos animais criam regularmente híbridos por meio do cruzamento com outras espécies.
EFE

É isso!

Um comentário:

  1. Darwin continua sendo maravilhoso, esta ideia não parece ser correção e sim uma forma de aperfeiçoar o modelo darwinista.

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