Da inutilidade do darwinismo para as práticas médicas

Dentre os mais corriqueiros disparates de que faz menção a galera de Darwin, um deles se destaca por sua altiva “peculiaridade”. É quando diz com ostentosa presunção que o darwinismo tem lá utilidade para as práticas médicas. E mais que isso: quando se refere a Darwin como se o naturalista fosse mais relevante para a Medicina do que Alexander Fleming ou Edward Jenner.

O comentário a seguir, escrito hoje neste blog por um adepto do darwinismo, é um bom exemplo de como o deslumbramento por um vulto histórico às vezes se eleva à raia do extremo exagero (
note-se o realce ortográfico no pronome indefinido “TUDO”)
:

E, outra coisa, se você tem tanto problemas com o darwinismo e suas consequências, é melhor não medicar-se nunca mais, visto que TUDO que é produzido pela farmácia baseia-se na boa e velha teoria darwinista da ancestralidade comum.”

A frase “TUDO que é produzido pela farmácia baseia-se na boa e velha teoria darwinista da ancestralidade comum”, muito além de exagero, denota também falta de bom senso. Nem o próprio Darwin ousou tanto! Escreveu ele, por exemplo, ao fim de seu livro “A Origem das Espécies”: “
Entrevejo num futuro afastado caminhos abertos a pesquisas muito mais importantes ainda. A psicologia será solidamente estabelecida sobre a base tão bem definida já por M. Herbert Spencer, isto é, sobre a aquisição necessariamente gradual de todas as faculdades e de todas as aptidões mentais, o que lançará uma viva luz sobre a origem do homem e sua história" (p. 553). Logo, ao que se deduz dos escritos de Darwin, não tinha lá ele nenhuma pretensão de que suas idéias fossem utilizadas em prol da cura dos males da humanidade ou que fossem usadas na descoberta de novos e potentes medicamentos.

A vacina não foi descoberta com o advento do darwinismo, nem o antibiótico fora originado a partir de uma leitura minuciosa do “A Origem das Espécies”. A simples resistência bacteriana de que tão enjoativamente fazem alarde os devotos de Darwin nada tem que ver com os conceitos de ancestralidade comum universal que sustenta o dogma darwinista. O fato de determinadas bactérias resistirem ao uso de determinados antibióticos não prova em nada, por exemplo, que os vírus, o homem e a banana possuem um ancestral comum. Tal conceito não teve por exemplo a menor utilidade quando em 1918 a gripe espanhola avassalou o mundo, nem recentemente, quando a gripe suína fez "estremecer" a terra.

Portanto, em termos “práticos”, entenda-se por “prático” aquilo que pode ser aproveitado num laboratório para fins de pesquisas contra enfermidades, o darwinismo é tão útil quanto: “aparelho para desentortar bananas”, “água em pó”,
pente para careca”, “cinzeiro em moto” ou “tutorial para fazer pipoca em microondas”. De resto, viva nossas ideologias!

É isso!

11 comentários:

  1. O cinzeiro em moto é incomensuravelmente mais útil

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  2. É caricato assumir a frase de um comentário como geral. Transcrever uma frase de Darwin também não favorece, o conceito darwinismo há muito que não existe, agora usa-se evolucionismo. Obrigado, Darwin, pelo teus ensinamentos mas sabemos muito mais do que tu sabias.

    As vacinas são primeiramente testadas em animais que são evolutivamente próximos dos humanos. Caso houvesse criacionismo, criaturas criadas, seria equivalente as testar em patos, minhocas, estrelas do mar ou ratos, não?

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  3. Caro Emilio,
    É verdade. Fui generoso com o exemplo! ((rs))

    Um abraço!

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  4. Caro "nmhdias"

    Evolucionismo? Bom, levando em conta que Darwin bebeu em Spencer, faz sentido; mas acho que voce precisa se atualizar a esse respeito. ((rs))

    Criacionismo? Não me lembro em ter feito menção a isso...

    É isso!

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  5. nmhdias quer dizer que é graças a Darwin, sabemos que o homem é mais parecido com um macaco que com uma estrela do mar.

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  6. Roberto Sobreira26/03/2012 20:41

    Não adianta explicar para quem se nega a entender. Caro Iba, em lugar de tomar um medicamento qualquer para qualquer mal que possa te acometer, jogue-o fora: ele foi construído com base em preceitos errôneos. A origem comum é uma farsa! Melhor rezar e esperar suas dores de cabeça, inflamações, dores de dente, sinusites, contaminações bacterianas, etc etc etc passarem com a Vontade do Senhor (ou do desenho inteligente, já que você não falou Dele, não é mesmo?).
    :)

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    1. Caro Roberto,

      Não vejo a mínima relação entre, por exemplo, um antidepressivo e o conceito de ancestralidade comum. Quando fico doente recorro aos especialistas, e não aos darwinistas especializados em "evolução".

      É isso!

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    2. ahahahahahahahahahahahahhahahahaahahhaah
      Você só pode ser um belo comediante!!!!!!!!
      Você acha que estes "especialistas" se basearam em Adão e Eva para se formarem? Acha que os remédios que prescrevem foram testados com base nos ensinamentos bíblicos? Ou foram verificados anos a fio em centenas de milhares de modelos biológicos que tinham como maior elo entre si a ancestralidade comum?

      Ser idiota.

      É isso!

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  7. Negar as influências do pensamento científico de Darwin é como negar tanto a História quanto a Ciência Moderna. Fontes, estas, nas quais muitos de nós - meros mortais - e dos cientistas contemporâneos bebem.
    Não me restrinjo à Ciência. Tudo o que ela pariu e o que também transformou - como a mencionada Medicina e a própria racionalidade humana - bebe no pensamento moderno, do qual figuras como Darwin, Nietzsche e Freud são indissociáveis.

    E "O fato de determinadas bactérias resistirem ao uso de determinados antibióticos" tem tudo a ver, por exemplo, com a seleção natural. Natural, pois a natureza - o meio - seleciona as formas de vida que melhor se adaptam a ela.
    O antibiótico pode não ser lá tão natural assim, mas é um tipo de meio, ainda que artificialmente criado, cuja função - mesmo que não seja este o propósito de médicos e/ou de seus pacientes adoentados - engloba seu mecanismo "selecionador".

    O modo como você se porta, se alimenta, se veste e pensa não se baseia, também, nas heranças do pensamento moderno? Taxá-lo de inútil é como vestir a camisa da autossuficiência.
    Muita prepotência da sua parte, não acha?

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  8. Segue, aqui, minha resposta aos deslumbrados devotos de Darwin, os quais, semelhantemente aos devotos da Santa Vó Rosa, restringem seu mundo ao que tomam por verdade inquestionável:

    http://www.ibamendes.com/2010/07/um-mundo-sem-darwin.html

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  9. Se o darwinismo não é base para o estudo dos medicamentos, por favor, gostaria de saber em que se baseiam os testes com animais antes daquele com humanos.

    Grato

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