"Darwinismo, ciência e poder"

“Os conhecimentos científicos acumulados nos últimos anos revelam-nos fenômenos naturais de enorme complexidade. Uma “rede de vida”, na qual todos, até o último de seus componentes, incluindo os vírus e as bactérias, são imprescindíveis para um bom equilíbrio no seu funcionamento. Uma Natureza com um significado radicalmente oposto à concepção reducionista, individualista e competitiva da vida e de seus fenômenos associados em nossos dias: o darwinismo” - Máximo Sandín.

Com o tema “Darwinismo, ciência e poder”, acontece hoje (26/03/2010), em Barcelona (Espanha) uma conferência com o respeitado biólogo Máximo Sandín, da Universidade Autônoma de Madrid, a respeito de seu livro “
Pensando la evolución, pensando la vida”. Sandín, para quem não sabe, é um dos cientistas que tecem duras críticas à teoria de Darwin, sobretudo suas implicações sociais e econômicas. Numa entrevista publicada em “Crimentales”, quando perguntado se havia algo no darwinismo que pudesse ser resgatado, isto é, algo que tivesse algum mérito científico, respondeu Sandín (nesta ligeiramente tosca tradução pessoal):

“Sim.
Uma lição para a história. Uma lição a respeito das nefastas conseqüências dos preconceitos culturais e sociais da classe dominante contra a natureza. Temos falado das conseqüências tão negativas. Do obstáculo ao conhecimento. Contudo, penso que as mais nefastas tem sido, sem nenhuma dúvida, as conseqüências sociais e ambientais (o pior está por vir). Não vejo nada de novo no sofrimento de pessoas inocentes, na enorme quantidade de brutalidades que se tem cometido em nome da eugenia, da seleção dos “genes bons” e na eliminação dos “genes maus”, com apoio de cientistas darwinistas. No norte da América, na Alemanha (quem ler “Mein Kampf” verá em quem se apoiava “cientificamente”), nos países nórdicos... O que fizeram, com base na “categoria evolutiva inferior”, conforme conceitos expostos por Darwin em “A Origem do Homem”, nos países “colonizados”, (segundo eles), especialmente na África e Austrália. É o mesmo que faz algumas companhias de seguros nos países “avançados” ao buscar os “genes maus” em possíveis assegurados, ou em atribuir um componente genético ao comportamento de pessoas marginalizadas ou de grupos éticos menosprezados...”

É isso!

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