Vila Guilherme (Zona Norte - São Paulo)


O "Arquivo Vivo" de hoje será uma singela homenagem à Vila Guilherme, um tradicional bairro da capital de São Paulo, cuja história remonta à primeira década do século XX, quando o comerciante Guilherme Praun da Silva deu início ao seu ambicioso empreendimento imobiliário.
As imagens e os textos aqui publicados foram todos cedidos por um dos seus mais ilustres moradores, o senhor Edgard Martins, o querido "Vô Ed", a quem agradecemos por seu enorme interesse em manter viva a história da nossa cidade.

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VILA GUILHERME: “A pérola da Zona Norte”
Ontem... Hoje... e Amanhã?...
Por: Edgard Martins

ONTEM
Um rico comerciante de nome Guilherme Praun da Silva, compra da Baronesa Joaquina Ramalho, em 12 de setembro de 1912, uma grande área de terras. Vislumbrava-se aí o nascimento de um dos mais pujantes núcleos urbanos que a nossa querida e linda São Paulo iria possuir.

O Sr. Guilherme Praun da Silva deu inicio as primeiras obras que iriam transformar radicalmente aquela grande área de terras. Construiu o Clube Hípico de Vila Guilherme (SPT - Sociedade Paulista de Trote).

O Sr. Guilherme foi amigo de todos. Ele via nos portugueses uma grande disposição de trabalho, e por isso lhes vendeu muitas chácaras a preços módicos, para que ali se instalassem cocheiras, colchoarias, oficinas de ferreiros e carvoarias.

O Sr. Guilherme percebeu que a nova povoação em desenvolvimento, para não estagnar e continuar em ritmo acelerado o seu crescimento, necessitava de uma passagem de fácil acesso ao outro lado do rio, onde ficava o Bairro do Pari.Com recursos próprios e amigos, construiu a Ponte de Vila Guilherme sobre o Rio Tietê. Em continuação à ponte, abriu-se a Avenida Guilherme.

O Sr. Guilherme não parou e outras obras surgiram para montar a infra-estrutura necessária a qualquer aglomerado urbano: a Farmácia, o Grupo Escolar, a Delegacia de Polícia, a Olaria e outros melhoramentos. Projetou o loteamento de suas terras as quais resolveu denominar de Vila Guilherme. Deu a cada uma das ruas, praças e avenidas os nomes de seus familiares, amigos e figuras que estavam relacionadas com a história do bairro em construção. Surgiram os seguintes nomes para os logradouros de Vila Guilherme: Rua Central como Rua Maria Cândida (em homenagem a sua esposa), Rua Amazonas da Silva (seu primeiro filho), Rua Ida da Silva (sua filha), Rua Alfredo Praun da Silva (seu outro filho), Rua Joaquina Ramalho (em homenagem à filha do Barão Ramalho, que lhe vendeu as terras), Rua 12 de setembro (data da compra), Rua Chico Pontes (um dos primeiros moradores do bairro), Rua Coronel Jordão (homenagem ao seu sogro Jordão do Canto e Silva), Praça Oscar da Silva (seu segundo filho) e várias outras ruas sempre com nomes de seus parentes e amigos.

No início da década de trinta, Vila Guilherme já era um dos bairros mais conhecidos da Capital, em razão de sua população e do trabalho desenvolvido pela família do Sr. Guilherme. Eram tempos de mudanças sociais e política em todo o País.

* Dados colhidos do Guia Negócios e Comércio idealizado pela Imagem Comunicação.

HOJE
De Portugal – Natural de Saldanha (Distrito de Bragança) – Conselho de Mogadouro. Saindo do Porto de Leixões, conforme H.I.S.P. – Matrícula Imigrante n. 79/6 fls. 147 lançamento n. 25, chegado ao Brasil em 11/07/1911 no Navio “Salamanca”, o casal Sr. Domingos José Martins e Justina dos Anjos, vieram da Cidade de Santos/SP para São Paulo/SP no Bairro de Vila Guilherme, morando na Rua Maria Cândida, 963, antiga Rua Central. Seu filho José Emílio Martins casou com Maria da Ascenção Martins, que tiveram três filhos: Edgard Martins, Arlete Martins e Nelson Antonio Martins.

Edgard Martins, nascido no dia 24/09/1939, casou com Maria de Fátima Martucci Martins no dia 04/12/1965 na Igreja de N.S. da Anunciação, na Rua Maria Cândida – Vila Guilherme/SP, conforme registro Civil 47 de Vila Guilherme/SP fls. 9 – livro 9 de 02/12/1965. Deste matrimonio tiveram três filhos: Marcello Martins, Mônica Martins e Fabiana Martins.

Hoje, eu Edgard Martins, residente na Rua Laurindo Sbampato, Chácara Cuoco, Bairro de Vila Guilherme passo a escrever minhas lembranças:

Minhas lembranças:
“Nós fazemos chorar aqueles que cuidam de nós.
Nós choramos por aqueles que nunca cuidam de nós. E nós cuidamos daqueles que nunca vão chorar por nós.
Essa é a vida, é estranho, mas é verdade.
Uma vez que você entenda isso, nunca será tarde demais para mudar”.
Willian Blaker dizia: “tudo que escrevemos é tudo da memória ou do desconhecido”.

Antes de adentrar ao mundo das lembranças (esta viagem feita aqui por escrito) esclareço que, embora conte com um roteiro (saída e volta de minha residência) é tudo plano da memória.

Sigam então pelos caminhos escritos por mim:
Lembro-me de uma árvore (Eucalipto) ali na esquina da Rua Imperador com a Rua Laurindo Sbampato. Esta linda árvore octogenária era um ponto de referência. Ficamos alegres quando se inicia uma obra (Supermercado Sonda), na Rua Maria Cândida ao lado da Praça Oscar da Silva. Mas sofremos com o corte desse eucalipto. Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as conseqüências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência.

Vila Guilherme faz parte de minha vida, resido nela há 72 anos (nasci na Rua Maria Cândida nº 963 e hoje moro na Rua Laurindo Sbampato, Chácara Cuoco, frequentei à Escola Mixta São Luiz, depois o Grupo Escolar Afrânio Peixoto (Praça Oscar da Silva), fiz parte da “turma” do Aliança e do Luzitano.

No dia 12 de setembro, data da fundação de Vila Guilherme, fico orgulhoso em ver faixas, jornais do bairro, comunicando seu aniversário e vê-la como está crescendo...

Lembro-me do Zoológico do Agenor ali na Rua Imperador com a Rua Ernani Pinto, hoje há um belo estacionamento de automóveis.

Na Rua Maria Cândida lembro do Laboratório Sintex, agora uma faculdade, a UNIBAN.

Ali a esquina da Rua Maria Cândida com a Av. Guilherme, onde tem hoje o Mc DONALD’S, foi um grande depósito de material para construção, o “CAL CIMENTO”.

Na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Desembargador Urbano Marcondes, foi a Garagem dos Ônibus (Linha 57) da “EOPI” ( Empresa de Ônibus Parada Inglesa Ltda.); antes era uma chácara de propriedade do Sr. Antonio Ayres Cardoso, fundador do União Portuguesa Futebol Club, conhecida como “Portuguesinha”, avô de Marco Antonio Ayres Cardoso depois o Supermercado Jumbo Eletro, passou para Concessionária Cantareira, estacionamento e finalmente para o Supermercado SONDA.

Lembro-me da Praça Oscar, hoje Praça Oscar da Silva onde havia o “Parquinho” Parque Infantil Padre Anchieta, da Prefeitura, hoje uma linda Praça com árvores e destacando as lindas oliveiras, uma homenagem ao cão Salomão, um posto Policial, um obelisco do Lions Club de Vila Guilherme e o ponto histórico (de madeira) do ônibus 57 (Vila Guilherme/Anhangabaú), e um lindo playground, para as crianças do bairro.

Nota: Uma vez por semana, no período da noite, colocam uma tela e passam filmes aos frequentadores da Praça.

Não poderia esquecer da “Biquinha” na Rua Petrópolis, hoje Rua Cássio de Almeida, onde havia uma trilha que ia até a Rua Chico Pontes e lá havia uma nascente de água limpa e fresca, e os moradores enchiam suas jarras de barro para beber.

Na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Coronel Jordão a bela mansão da Família Guilherme, hoje tem um lindo Prédio de Apartamentos.

Lembro do Bar Bolotas, da Casa das Esfihas, da Pizzaria “O Francês” da Churrascaria “Chê” onde hoje estão construindo um Prédio, futura agência de Turismo.

Da pastelaria da japonesa “Dª Rosa” do “Dungas”; da Papelaria do “Seu Zézinho”, onde hoje há um lindo Prédio de Apartamentos ao lado do mais famoso Prédio de Vila Guilherme, que foi o Grupo Escolar Afrânio Peixoto.

Continuando pela Rua Maria Cândida, esquina com a Rua Manoel de Almeida, havia um hospício que tinha o nome de “Casa das Loucas”, depois passou a ser uma Fábrica de Conservas de nome “Oceânia” e agora, no local, há diversas lojas comerciais. Hoje está instalada a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, nº 1530. Na frente havia uma linda e bela loja de roupas indianas, a “Casa Shiva”, hoje localizada ao lado da Nuna Tur.

Continuando, estou agora na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Joaquina Ramalho. Este local foi muito famoso, pois foi aí que tivemos o Empório de Secos & Molhados do (Campeão), Sr. Antonio do Nascimento, onde havia os melhores sorvetes que experimentei na minha infância.

Do Açougue do Sr. Genarino, hoje uma Floricultura.

A Sede do A.A.A.P. (Associação Atlética Aliança Paulista) e do Bar do Sidônio no número 1142.

Da residência do Sr.Antonio “Padeiro”, hoje o Banco Itaú.

Da Escola da Da. Lurdes (Escola de Dactilografia e Taquigrafia). Hoje há uma Linda Farmácia.

Subindo à Rua Joaquina Ramalho até a Estrada da Conceição, hoje Avenida Conceição, lembro-me da Fábrica de Tamancos da Família Migliare, hoje o Sr. Osvaldo Milhare, ex-presidente da S.U.A.V.G. (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme), tem sua pequena fábrica de fôrmas para sapatos “Art Fôrmas”, na Rua Lagoa Panema, nº 135, que recebeu da Câmara Municipal (Palácio Anchieta), no dia 18 de novembro de 1986, o Diploma “Gratidão da Cidade de São Paulo”. Subindo até à Avenida Conceição, nesta esquina, bem em frente, a residência do Sr. Otto Baumgaten e da fábrica de impermeabilizante Vedacit, onde havia a Capela do Bom Jesus.

Como é bom lembrar, agora estou lembrando de minha esquina favorita, local onde passei a minha infância e juventude. Rua Maria Cândida com a Rua Dias da Silva, hoje Rua Lagoa Panema.

Da Mobiliária SELETA Ltda. do Sr. Mário, dos famosos colchões de “crina ou clina”, uma espécie de “ramos ou cipós” (não estou certo agora), onde eram fabricados os colchões.

Da Casa ZANNI de propriedade do Sr. Pedro Zanni.

Da residência da “Família Martins”, de propriedade do Sr. Domingos José Martins, onde o nosso querido Padre Luiz e amigos passavam a noite jogando “Sueca”, tomando um bom vinho de São Roque e o cafezinho da minha vó Justina, hoje no local há o CitiBank, lojas comerciais e mais dois Bancos, o Unibanco e o Real; da Barbearia do Alfredo Pires, do Bar do Sr. Mané que depois passou a ser do Sr. Sebastião Fernandes de Almeida, com o nome de “Bar do Bastião” e ao lado a barbearia do Zezinho de propriedade de José Pinheiros, da Pharmácia São José (com “H” mesmo) de propriedade do Sr. René. Neste local o Sr. René, da sacada do prédio passava filmes, sendo projetados na parede do Bar do Sr. Mané. Este farmacêutico, de bom coração, foi o médico de confiança da comunidade pobre do bairro. Da residência da Família Martins, podia se ouvir os ensaios musicais do conjunto do Waldemar (vulgo “Bode”) com o seu pistão tocando “a cerejeira não dá rosa não...”. Este conjunto musical era formado pelo Bode, “Rato” na bateria e “carioca” no violão.

Lembro de outra esquina, à da Rua Maria Cândida com a Rua Capitão Luiz Ramos, da Lojinha de aviamentos do Sr. Mário e de Da. Julieta, e do Boteco do Sr. Manéco Pinto, ao lado ele tinha a carvoaria onde vendia o carvão para o fogão e ferro de passar. Foi aí que nasceu o Grupo Folclórico os Pauliteiros de Vila Guilherme, fundado pelo Sr. Manéco Pinto e Sr. Domingos José Martins. Este Grupo Folclórico fazia seus espetáculos na Várzea do Glicério, onde tinha o “Parque Xangai”. Um pouco à frente a grande loja de material de construção do Sr. Abel

Fernandes vendia areia, pedregulho (não havia a pedra britada), cal, cimento, ferro, tijolos etc. etc., e hoje neste local há um lindo prédio de apartamentos.

Continuando, na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Ida da Silva a Sapataria do Sr. Alípio e do Salão Paroquial de N.S.da Anunciação. Neste salão, Dona Rozita e seu esposo, o Sr. Alfredo, o Sr. Acácio, o Sr. Fernandes, o Sr. José Martins e o nosso querido Padre Luiz Gonzaga Biazzi, realizavam lindas peças teatrais.

Lembro da pequena Igreja de N.S.da Anunciação, onde fiz a primeira comunhão, das escadarias e do terreno onde joguei bola e faziam as grandes festas juninas (Festa à caipira), do leilão “um frango assado e uma garrafa de vinho... quem dá mais?” quentão, pipoca, amendoim, pé-de- moleque.

Das lindas procissões noturnas.

Com muito sacrifício, os abnegados construíram a nova Igreja e foi nessa nova Igreja que casei e batizei os meus filhos. Em frente à Igreja havia o laboratório da Alka Seltzer (hoje no local há uma grande Academia). Tinha também o Bar do Grilo e a sede do clube de nome E.C. Portuguesinha, e ao lado o “Lamelas” (Fábrica de Carrocerias para caminhões).

Já na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Miguel Mentes (hoje com o nome de Rua Galatéa) havia o Salão de bailes do União, onde o A.A. Aliança Paulista fez lindas festas, tais como: Festa da Boneca, Festa da Rainha, princesas e Festa da Madrinha. Depois passou a ser a sede do Palmeirinha do Carandiru, e hoje é uma loja comercial. Descendo à Rua Galatéa, bem em frente à Rua Chico Pontes o Cine Rian.

Lembro dos grandes bailes carnavalescos, dos filmes do Roy Rogers, Buc Jones, Rock Lane, Doris Day, Oscarito, Grande Otelo, filmes como "O Cangaceiro", "É com este que vou" (com Oscarito, Grande Otelo e Catalano). Filmes com a nossa saudosa Dercy Gonçalves, Mazzaropi, Zé Trindade, Ankito, Anselmo Duarte. Um filme que não esqueço foi com Oscarito e Wilson Grey, intitulado “Nem Sansão nem Dalila”. Embora muitos filmes tenha esquecido, muita coisa restou ainda na minha memória. Não poderia esquecer os filmes em 3D ("três dimensões") comaqueles óculos de papelão branco e as lentes de folhas coloridas, de um lado azul e outro vermelho.

Não poderia deixar de lembrar do “footing” na Rua Maria Cândida.

Agora entrando na Rua Chico Pontes, esquina com a Rua Capitão Luiz Ramos, lembro do campo do Recreativo F.C. (hoje no local foram construídos diversos sobrados). Tinha a fábrica do Alemão “Alberts & Filhos” (agora um belo prédio de Apartamentos). No espaço da Rua Galatéa até a Rua Joaquina Ramalho (na Rua Chico Pontes), tinha o “Chico Peleiro”, um português de Argorelo. O Sr. Francisco da Assumpção Pires Granjo vendia carne de cabrito, coelho e as peles de Carneiro, boi e outros animais, curtia e vendia. Hoje no local há uma Loja de Frutas e Legumes, de seu filho Sr. Leonel Vicente Granjo.

Ao lado da Padaria de dona Nazareth, onde de madrugada eu ficava na fila com a minha avó para pegar farinha e um pão preto. Hoje neste local tem o Supermercado do Chinen.

Em frente o Campo de malha do E.C. Malha Luzitano, fundado em 1 de março de 1932 por um grupo de portugueses e amigos, formando o “Conselho Deliberativo” (Alberto Alves de Carvalho, Américo de Almeida, Antonio de Almeida, José E.Martins, José Nunes, Martinho do Nascimento, Herculano de Jesus, Raimundo Gonçalves Duque, Mario Menezes e Mauro Francisquette).

Houve diversos Conselhos e Presidentes. Hoje destacaria a grande Diretoria que conseguiu a sua sede própria na Rua Capitão Luiz Ramos: sendo o Sr. Antonio Lico o Presidente do clube e de seus membros: Alberto Alves de Carvalho, José Nivaldo Violini, Ernesto Lico, Amílcar S.F.Alves Casado, Antonio Varella, Américo de Almeida, Mário Menezes, Egilio D’Aprilia, Mauro Francisquette, Francisco G. Rico, João Antonio Loução, Eduardo Casado, Mario Marola, José Loureiro e Edgard Martins como representante do Luzitano na F.P.M. (Federação Paulista de Malha).

Em 21 de março de 1985 o Vereador Gabriel Ortega, na Câmara Municipal de São Paulo, concede a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao Diretor do E.C.M. Luzitano, Sr. Ernesto Augusto da Fonseca Lico.

Um Clube familiar. O campo era ao ar livre. Foi o primeiro campo de malha a ter o seu piso pintado, na época chamada de “Campo Psicodélico”, e na sua inauguração esteve presente o Presidente da F.P.M. Sr. João Moretti.

Tornou-se um dos melhores clubes de malha de São Paulo, conquistou diversos campeonatos, sendo o principal: Campeão do Jubileu de Prata da F.P.M. em 1958. Suas festas eram famosas, aguardadas com ansiedade.

Na esquina da Rua Chico Pontes com a Rua Joaquina Ramalho, não poderia deixar de falar do Armazém da dona Aldara e do Bar do “Pedalada” (hoje nestes locais tem um posto de Gasolina) e do Bar do Redondo ,na esquina da Joaquina Ramalho com a Rua Marieta da Silva, ao lado da residência da Família dos Ruedas.

Na Rua Chico Pontes esquina com a Avenida Guilherme, lembro da construção de um grande aglomerado que seria o local de vendas igual ao Gasômetro, mas não deu certo, passou a ser o Mart Center.

Lembro da S.P.T. (Sociedade Paulista de Trote), antigamente era Sociedade Hípica de Vila Guilherme, hoje temos um lindo e belo parque. Não poderia deixar de comentar a luta do Vereador Gabriel Ortega com o seu projeto 391 de 8 de novembro de 1990, solicitando o executivo a criar o Parque da Vila Guilherme, a ser destinado as atividades esportivas, culturais, ecológicas da população do bairro de Vila Guilherme e tornou-se Lei 11.015 em 27 de junho de 1991.

Na minha infância, ia aos domingos no Zôo do Agenor, na Rua do Imperador com a Rua Ernani Pinto hoje no local há um estacionamento.

Como é gostoso e belo, relembrar, poder escrever estas lembranças, e mostrar o que de bom tivemos e temos:

Religião: Igreja de N.Sa. da Anunciação (Rua Maria Cândida), Igreja de São José (Rua Nazaré da Mata), Igreja da Comunidade Dom Bosco (Rua Laurindo Sbampato),
Na Política: - O Vereador Gabriel Ortega (que lutou muito pela Vila Guilherme), o Sr. Palmiro Menucci (ex-presidente da A.A. Aliança Paulista), o Professor e presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista) e Deputado Estadual (PPS).
No Esporte: o Sr. Antenor Lucas Brandão (Brandãozinho), morador na Rua Dias da Silva (hoje Rua Galatéa), que jogou na Seleção Brasileira de Futebol em 1954, na Seleção Paulista e na Associação Portuguesa de Desportos – Lusa. Foi um dos maiores volantes na época, faleceu em 4 de abril de 2000; seu filho Jair Lucas Brandão, jogou no E.C. Vila Guilherme; o Sr. Francisco José Paes (Paes), jogou no Aliança, Vila Guilherme, passou a jogar na Associação Portuguesa de Desportos – Lusa, em 1963 como meio campista, que também jogou na Seleção Brasileira de Futebol e que teve como técnico o Sr. Aymoré Moreira. Fez o maior sucesso no Futebol Equador. Hoje mora no bairro de Vila Níve - Zona Norte; o Sr. Amílcar dos Santos da Fonseca Alves Casado (presidente da Associação Portuguesa de Desportos em 1999); o Sr. Nelson Cordeiro (Dadinho), muito popular no bairro de Vila Guilherme como “boleiro” jogando em diversos Clubes; e Matheus Fayad (Jiu-Jitsu) – Bicampeão Sul-Americano – 3º Colocado no Mundial em junho de 2009.
Box: o Sr. Antonio Ziravello, morador na Rua Santo Anselmo, foi um dos maiores juizes da F.P.B. (Federação Paulista de Box); o Sr. Fernando Valverde (Bate-estacas) foi um bom boxista, e jogou futebol no Aliança Paulista.
Malha: o Sr. Edgard Martins, campeão do Jubileu de Prata da F.P.M. (Federação Paulista de Malha) em 1959. Com a equipe: Edgard, Herculano, Carvalho e João Marmita.
Livros: "São Sebastião e a Vila Guilherme" (memórias paulistanas da zona norte) de Benedita da Conceição de Carvalho Silva e José de Almeida Amaral Júnior; "Paróquia N.Sra. da Anunciação" (60 anos de história, 1939/1999) 1ª. Edição, 1999.
Música: o Sr. Manoel Marques, nascido em 11 de janeiro de 1926 na Cidade de Miulheirós Maia – Portugal. Em 1955 chega ao Brasil e fez residência no Bairro de Vila Guilherme.
Cinema: o Sr. Milton Ribeiro, cineasta e fez grande sucesso com o filme “O Cangaceiro”.
Rádio: o Sr. Augusto Pereira, da Rádio 9 de julho.
Televisão: a Srta. Fernanda Vasconcello, um show de talento e moradora na Rua Laurindo Sbampato.
Folclore: "O Pimenta", que ficava na porta do Bar do Sr. Mané, na Rua Maria Cândida com a Rua Dias da Silva, hoje Rua Galatéa, com um lenço branco na mão balbuciando frases desconexas; "A Malvina", uma afra descendente que era a alegria das crianças; "O Mendingo da Vila Guilherme" (hoje este personagem aparece no Orkut).
Progresso de Vila Guilherme: Ontem havia a retirada de areia e pedregulho, depois o lixão, hoje o nosso querido Bairro Vila Guilherme, e como progrediu: Faculdades: UNIBAN, e UNIP; Posto Policial (Praça Oscar da Silva); Shopping Center Norte, o maior Shopping da América Latina; Pavilhão de exposições Expo Center Norte; Shopping Lar Center; Praça de Lazer: Parque Vila Guilherme, ex-Trote; Mc Donald’s; Restaurante SUBWAY (Sonda); China in Box; Wall Mart; Carrefour; Chinen; Dia% Supermercado; Supermercado Sonda; Correio; Farmácias e Drogarias; Loteria Esportiva; Diversos Restaurantes, Bares e Churrascarias; Diversos Bancos; Lojas comerciais; Loja Indiana com produtos esotéricos; Lojas de veículos e motos; Padarias; Papelarias; Escolas: EE Afrânio Peixoto; CE Casimiro de Abreu Helena Lombardi; Creche: EMI Padre Anchieta; Escolas Particulares: Santa Teresa, Yazig, Dominante; Centro Esportivo: Clube Esportivo Lusitano (Malha, Bocha e Fut-Sal) na Rua Capitão Luiz Ramos; Estúdio Fotográfico (Profissional) na Rua Maria Cândida, 673; Buffet Infantil.
Internet: PORTAL VILA GUILHERME

Como podem observar, Vila Guilherme foi ao início brejeira com suas chácaras, suas carroças e seus moradores. Vila Guilherme hoje é progressista, mais cosmopolita e continua muito viva. Adoro Vila Guilherme forte pungente e vibrante. E por tudo isso escrevo: Vila Guilherme “A Pérola da Zona Norte”.

E AMANHÃ?...

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História Visual da Vila Guilherme


56° Aniversário de Vila Guilherme - Diretoria da SUAVG (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme) - 1968

56° Aniversário de Vila Guilherme - Diretoria da SUAVG (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme)- Festa de Aniversário - 1968

56° Aniversário de Vila Guilherme - Diretoria da SUAVG (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme)- Festa de Aniversário - 1968

56° Aniversário de Vila Guilherme - Diretoria da SUAVG (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme)- Festa de Aniversário - 1968

56° Aniversário de Vila Guilherme - Diretoria da SUAVG (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme)- Festa de Aniversário - 1968

Desfile de aniversário da Vila Guilherme, vendo-se a Fanfarra do Olívia Irene, tendo ao fundo a Igreja Nossa Senhora da Anunciação (acervo: Vera Brechuka)

98° Aniversário da Vila Guilherme (São Paulo, capital)

Bandeira da S.U.A.V.G (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme)

Panfleto anunciando a Prova de Pedestre do Aliança, realizada no dia 13 de junho de 1964

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E.C.M - ESPORTE CLUBE DE MALHA LUZITANO: “O MEU CLUBE DE CORAÇÃO”

Por: Edgard Martins

AGRADECIMENTOS
Às pessoas que de alguma forma contribuíram na construção deste trabalho.
Aos meus pais, José e Maria (in memorian), o meu eterno amor.
Aos meus irmãos Nelson e Arlete, pela amizade de sempre.
Aos meus amigos, que souberam entender minha ausência.
À minha querida esposa Fátima e aos meus filhos Marcello, Mônica e Fabiana, por existirem e pelo carinho e compreensão, oferecidos durantes todo o tempo despendido na elaboração deste trabalho.
Aos meus amados netos: Matheus, Antonio, Francisco e Marcella.
A Deus, por tudo.

ESCLARECIMENTO:
Este trabalho, que tem como tema “O meu clube de coração”, enfoca um pouco da história do Esporte da Malha. Procuro ressaltar a origem do seu significado, o jogo como atividade física. Enfatizar neste trabalho o Esporte da Malha, na tentativa de contribuir para divulgar e melhorar este esporte tão popular.

O esporte da Malha não parece, mas é um bom exercício físico. O Esporte da Malha é uma atividade esportiva como outra qualquer.
Para quem assiste é muito bom e distrai. Na Antiguidade, os soldados romanos, nas horas vagas, pegavam as ferraduras imprestáveis dos cavalos e ficavam atirando contra uma estaca pequena com o formato de um pino. Na Espanha há sérias probabilidades de que se chama de “juego da Picota”. Também pode ser conhecido por outros nomes como “chapa” ou “bolos”, mas a meu ver, penso que se trata da “picota” um jogo que era praticado nas aldeias. Jogava-se malha na França, na Itália em tempos muito antigos e que não estão bem determinados. Fala-se do jogo de malha, em 1840, mas a prova de sua existência vem de um documento francês de 1644. Em Portugal, esse esporte e o arremesso de ferraduras, sempre foram muito populares, com os nomes de “cinquilho” ou o jogo do “fito”.Na Colômbia o jogo da malha chama-se “Tejo”. Já nos Estados Unidos tem o nome de “Quoits”, e é jogada com discos de aço (Porém com um furo no meio), e lançada a grande distância, objetivando atingir o pino que se encontra dentro de um círculo. Como o campo é de grama, o disco atinge o círculo e permanece ali enterrado.

Há o “Shuffleboard”, um outro tipo parecido de malha, porém não existe pino, e no lugar do círculo podemos encontrar um grande triângulo com várias áreas demarcadas. O disco é lançado com um taco especial, e o campo também possuí as bolinhas de plástico para deixar o disco deslizar. E o “Curling”, um tipo de malha, porém tradicional dos jogos de inverno. Um tipo de pedra e lançada a fim de atingir o centro de um círculo à distância. No jogo tradicional sobre o gelo, os jogadores podem limpar a superfície a ser percorrida pelo disco enquanto ele se movimenta. Existe uma versão americana chamada de “Summer Curting”.

O jogo de malha foi trazido para o Brasil por imigrantes portugueses. Documentos apontam que já no período colonial jogava-se malha em todo o pais.
Há documentos que provam que o jogo da malha foi um esporte praticado em São Paulo, na Rua 25 de março desde 1890, onde os trabalhadores do local, terminado o seu dia de trabalho, praticavam o jogo da malha como divertimento, usando peças rudimentares como pedras, ferraduras, pedaços de chapa de ferro, variando de formato e tamanho. Os pinos não tinham o padrão certo, tudo servia. Era considerado um esporte ou divertimento de pessoas humildes. Isso “pegou”. Todo o mundo começou a “praticar” como um simples divertimento. Através dos tempos, este divertimento passou a ser um esporte.

O Esporte da Malha passou a ser um esporte realmente de impacto principalmente amigável entre os participantes e seus familiares. Sendo uma atividade que desenvolve as habilidades manuais, a coordenação motora e o instinto de competição entre seus simpatizantes. Tradicionalmente, por requerer uma boa dose de força física, e boa saúde psíquica, concentração e equilíbrio emocional.
Em muitas localidades, ainda se joga como faziam os soldados romanos, com ferraduras. Mas, oficialmente, não se utilizam mais ferraduras. Elas foram substituídas por discos de metal em ferro fundido, hoje em aço especial de aproximadamente nove (nove) centímetros de diâmetro. Seu peso varia de 550 a 700 gramas.

O Esporte da Malha é jogada num campo de 36 (trinta e seis) metros de comprimento e aproximadamente 2,5 (dois metro e meio) de largura. Antigamente todos os campos em toda a sua extensão, era limitado por tábuas no sentido vertical, onde a malha lançada não poderia bater. Em cada uma das cabeceiras (duas) há um círculo de 1 (Um metro) de diâmetro e no centro,
um pino de madeira de 15 (quinze centímetros) de altura. O objetivo do jogo é derrubar este pino que vale quatro (quatro) pontos e 2 (dois) pontos para a malha que ficar mais próximo do pino.

Há um diálogo de nosso querido Nelson Sargento
(carioca), compositor da MPB “Aqui não tinha muitas casas assim como tem agora. Tinha a escola Humberto de Campos. A escola ainda está no local, mas era pouco povoado isso aqui, era mais terreno aberto. Tinha o boteco do Biu que era um boteco famoso. A sede da escola era ali. Aqui nessa direção tinha um lugar chamado Esporte Clube Malha. Aquele disquinho de ferro, uns bastõezinhos assim.
Há muito tempo que eu não vejo esse negócio de malha, mas o Esporte Clube Malha São José era todo esse terreno aqui.”
O Esporte da Malha pode ser jogado individualmente, em duplas ou por 4 (quatro) jogadores, dois em cada cabeceira.
O Campeonato Oficial é jogado com 4 (quatro) jogadores, dois em cada cabeceira.
Como qualquer esporte, o Esporte da Malha tem as suas regras, hoje com novas regras; mas antigamente o jogador não poderia ultrapassar a
faixa situada antes do círculo. Nem poder arremessar a malha (disco) com os pés sobre a faixa. Se isso acontecer a jogada será invalidada. Antigamente o jogador tinha por obrigação de usar um tênis branco, calça branca a camisa do Clube autorizada pela FPM (Federação Paulista de Malha) e um boné de couro ou de outro tecido com o nome do Clube. O jogador não poderia encostar-se às paredes da cabeceira ou ficar em posição relaxada, pois poderia ser excluído do jogo.

Jogar malha não é difícil: O jogador lança uma de
cada vez e ela desliza sobre a pista de areia (hoje as pistas são modernas) e terra firme atingindo o pino para ganhar os 4 (quatro) pontos. Se a malha lançada parar dentro do círculo, computam-se 2 (dois) pontos.

Antigamente o Campeonato era disputado em 3 (três) equipes: a Primeira, Segunda e Terceira.
A equipe terceira disputava até 100 (cem) pontos, vencia o primeiro clube que fazia os 100 (cem) pontos. A equipe segunda disputava até 120 (cento e vinte pontos) e a equipe primeira 150 (cento e cinquenta pontos). E era obrigado nos jogos oficiais, colocar as bandeiras na entrada do Clube. Hoje as regras são outras e a prática desse esporte, mais moderno, com muita técnica e perfeição. O jogador tem que ter muita concentração no lance, equilíbrio emocional, não pode ficar nervoso com a torcida, uma boa mira (com o braço bom, como se diz na malha) para arremessá-la. Só treinando muito é que consegue ficar “bom”. É treinando muito que se aprendem as “manhas”, até deixar “sapo” (uma malha lançada propositalmente para atrapalhar o lance do adversário). E aprender algumas expressões populares conforme pesquisa do nosso querido professor Alexandre Luiz Trombelli (Xande) como: “O jogo está no “bigode”. Pesquisando, o nosso professor Xande descobriu que devido ao fato dos dois lados do bigode estarem na mesma altura do rosto (emparelhados), faz-se uma comparação com o placar no jogo de malhas.

Dessa forma quando a contagem de pontos está próxima, grita-se “está embigodando” com a intenção de demonstrar que o placar está ficando com os dois lados iguais, quando empata, “embigodou”, formou um bigode, ou seja, os dois lados do placar estão na mesma altura... assim como os dois lados de um bigode.
Com a chegada dos Jogos Regionais e Jogos Abertos o Esporte da Malha mudou muito.

Todas as Cidades e Clubes estão investindo nos jovens. Como exemplo: o Atual Campeão Brasileiro, a média de seus jogadores é de 20 (vinte) anos. Em São Paulo existem 65 (sessenta e cinco) Clubes filiados à FPM. (Federação Paulista de Malha), onde se pratica o jogo de Malha. Agora com seu novo Site (vide). E na CBE. (Confederação Brasileira de Esporte) temos 440 (Quatrocentos e quarenta) Clubes Filiados. Sendo o ECML (Esporte Clube de Malha Luzitano) um dos fundadores da FPM.

O Clube dos Previdenciários de Brasília é o único a possuir uma quadra para o desenvolvimento dessa modalidade deste esporte.
Na época dos anos 30, onde só era mato, não havia muitas residências pelos arredores. O EC Malha Luzitano teve muitas dificuldades para nascer. Mas graças ao espírito de colaboração, amizade e união entre os portugueses, o Clube conseguiu sobreviver. Com suas dependências modestas, tornou-se um dos melhores Clubes de malha de São Paulo. E foi um dos primeiros Clubes a ser Filiado na FPM. Seus campos foram escolhidos para o Torneio da Liga do Interior. Foi fundado em 1 de março de 1932, escolheu o seu brasão e adotou a Cruz de Avis em seu distintivo as cores verde, vermelha e branca. Desde sua fundação; com séde na Rua Chico Pontes, nº 699 no Bairro de Vila Guilherme, na Zona Norte de São Paulo/Capital, por um grupo de portugueses e amigos, formando primeiramente um conselho para depois proclamar o seu Presidente.

Lembro-me de diversos Conselhos: Alberto Alves de Carvalho, Américo de Almeida, Antonio de Almeida, José Emilio Martins, José Nunes, Martinho do Nascimento, Herculano de Jesus, Raimundo Gonçalves Duque, Mário Menezes e Mauro Francisquette.

Foi também nesta época que adotaram como mascote do Clube a “jararaca”, idéia de Antonio Varella e Manoel Alves de Carvalho (Pula).
Como disse, houve diversos Conselhos e Presidentes, como o Sr. Martinho do Nascimento. Hoje eu destacaria a grande Diretoria que conseguiu a Séde própria do ECM Luzitano na Rua Capitão Luiz Ramos, 73 no mesmo bairro. Hoje com novo nome: EC Recreativo Lusitano, com “s”, onde o Sr. Antonio Lico como Presidente do Clube e seus membros, Alberto Alves de Carvalho, José Nivaldo Violini, Ernesto Lico, Amílcar S.F. Alves Casado, Antonio Varella, Américo de Almeida, Mário Menezes, Egilio D’Aprilia, Mauro Francisquette, Francisco G. Rico, João Antonio Loução, Eduardo Casado, Mario Marola, José Loureiro e Edgard Martins como representante do Clube na FPM (Federação Paulista de Malha).

No dia 21 de março de 1985 o Vereador Gabriel Ortega, na Câmara Municipal de São Paulo, concede a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao Diretor do EC Malha Luzitano, Sr. Ernesto Augusto da Fonseca Lico.
O EC Malha Luzitano, foi chamado de “O Clube da Elite de Vila Guilherme”.
Um Clube familiar. Seus campos eram ao ar livre. Foi o primeiro Clube de Malha a ter seu campo pintado, em 1968, tempo dos Hippies, dos jovens sem lenço e sem documento no festival de Woodstock, e foi chamado na época de “Campo Psicodélico”e na sua inauguração muitos convidados e presente o Sr. João Moretti, Presidente da FPM. Para ser o que é, o Clube passou por muitas dificuldades. Tornou-se um dos melhores Clubes de malha de São Paulo, conquistando diversos campeonatos; tendo como principal título o de “Campeão do Jubileu de Prata da FPM. em 1958” com a equipe: Carvalho, Edgard, Herculano e João Marmita. E em 1969 foi campeão das 3 (três) Turmas, título muito difícil de acontecer no Esporte da Malha. As festas do Luzitano eram famosas, aguardadas com muita ansiedade pela Comunidade e Sócios.

Hoje o Lusitano com “s” participa e promove torneio frequentemente. Na nova séde do Clube tem um lindo acervo de troféus e diplomas. Nós adeptos do Lusitano sentimos muito orgulho, e orgulhosos quando recebemos visitas e mostramos esses prêmios, c
ontando-lhes como foram ganhos.

Mas, o ECR Lusitano não é só malha, têm a bocha, o Fut-Sal e um belo salão no andar superior para os jogos de dominó, cartas (Suéca) e bilhar.
Um Bar, onde são servidas as cervejas bem geladas o vinho a famosa “Alheira Portuguesa”, e as sardinhas na brasa. Continua com as famosas festas: Juninas, do vinho, da cerveja, onde servem para unir mais os sócios, fortalecer os laços de amizade e harmonia existentes no Clube. Onde todos os dias, lá pelas 16 h, começa aparecer o “pessoal” para jogar uma partida de malha.

A Diretoria do Lusitano continua trabalhando para
modernizar o Clube e poder divulgar mais o Esporte da Malha. Pelo número de praticantes esse esporte deveria ser muito popular. Porém a realidade é outra. Não só o Lusitano, como todos os Clubes, sentem a falta de apoio. Espero que melhore e daqui algum tempo, o Esporte da Malha esteja popularizada como outras modalidades esportivas.

Não poderia deixar de prestar aqui uma pequena homenagem á um dos maiores colaboradores que o ECR Lusitano tem. Desde jovem participa com amor na Diretoria, é jogador, representante na F.P.M. e um antigo e excelente árbitro na FPM, com registro de número 6 (seis).

Durante toda a minha vida muitas pessoas
passaram por mim dia após dia. Mas somente algumas dessas pessoas ficarão para sempre em minha memória. Uma destas pessoas é o querido amigo ARMANDO PEREIRA VELOSO, que levarei para sempre em meu coração. Ele é muito especial para o Esporte da Malha, um lutador, sem medo de derrotas. Sua amizade para mim tem um valor enorme, e nada que eu possa dizer ou escrever, pode ser tão especial ou mais significativo do que sua amizade e amor ao esporte da malha. Este é o meu pensamento, em levar adiante e tornar realidade este ideal. Venham nos visitar, as portas estão abertas. É uma casa portuguesa com certeza com quatro paredes caiadas, um cheirinho ao alecrim, um cacho de uva doiradas, duas rosas no jardim. Um São José de azulejos, mais o sol da primavera. Uma promessa de beijos, dois braços a sua espera!

AVANTE LUSITANO...

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Colaboradores:
Alexandre Luiz Trombelli (Xande). E-mail: xande_666@yahoo.com.br;
Sr.Manoel Monteiro Cavarches (Itú/SP). E-mail: monteirocavarches@bol.com.br.
Informações:


Festa da Boneca - Luzitano - (18/01/1975)

Festa da Boneca - Luzitano - (18/01/1975)

Bizóca - Atleta Campeão do Luzitano

Jogadores do Luzitano no Torneio Operários (sem data)
Luzitano 2ª Turma - Campeão da Série Azul (1960)

Festa junina do Luzitano - Rua Chico Pontes (sem data)

Família do Luzitano (sem data) - Rua Chico Pontes

1. Brasão Antigo da F.P.M.
2. Novo Brasão da F.P.M
3. Taça de Campeão 1960 (Diretor Zé Martins)
4. ECML-Campeão do Jubileu de Prata da FPM (1958)
1. Taça de Campeão de 1960 (Diretor Zé Martins)
2. Amigos para Sempre (Luzitano e Aliança) - 01/09/1974
3. Antigos Diretores do ECMLuzitanbo (Paco e Amilcar)
4. Velha guarda do Luzitano (sem data) - Rua Chico Pontes

1. Brasão da C.B.M
2. Pino de Madeira (F.P.M.) usados em jogos oficiais
3. Jogo de malhas de ferro fundido e um pino de madeira
4. Moderna malha de aço especial
5. Antiga malha de metal em ferro fundido

1. Croqui para campo de malha
2. Croqui para o Esporte da Malha

1. Festa do Novo fardamento do Luzitano (sem data)
2. Foto Reportagem (simpatizantes)
3. Carteira de Sócio do Luzitano
4. Diretoria do ECML (Toninho-Pula e no chão a Jararaca)
5. Reportagem na "A GAZETA"
1. Sede Própria do Lusitano (Rua Capitão Luiz Ramos), 2008
2. Antiga Residência dos Guilhermes (Hoje é um Prédio de Apartamentos)

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Fonte:
Todo o material nos foi enviado por e-mail pelo senhor Edgard Martins (Vô Ed), que nos autorizou a publicá-lo.

20 comentários:

  1. que legal!!!

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    1. muito bom....
      morei na vila maria
      agora estou em missão veia ceara

      thayseluyanne@hotmail.com

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  2. É muito bonito ler essas historias. A memoria é algo fantastico...

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  3. muito bom conhecer um pouco mais da história da vila guilherme!!

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    1. Olá, Bruna!

      Este tópico foi elaborado por um ilustre morador da vila, o "Vô ED", que a conhece pela propria vivencia.
      Um abraço e obrigado pela "visita".

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  4. A NOSSA VILA GUILHERME É LINDA, PORÉM MUITOS NÃO A RESPEITAM, SE INSTALANDO EM NOSSO TERRITÓRIO, MAS DIZENDO ESTAR EM SANTANA, CARANDIRU, PARADA INGLESA, JARDIM SÃO PAULO, VILA MARIA OU TUCURUVI. VISITEM O CANAIS A SEGUIR http://www.youtube.com/user/VilaGuilhermeSP2012/featured DEPOIS VEJA TAMBÉM http://www.youtube.com/user/VilaGuilhermeSP2012/videos

    COPIE OS ENDEREÇOS ACIMA E COLE EM SEU NAVEGADOR.

    ABS.

    RICO.'.

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  5. o meu tio antonio afonso teve uma metalurgica durante muitos anos na rua maria candida que hoje tem edificios.antonio afonso era filho do sr antonio padeiro onde hoje e o banco itau que saudades desse tempo.era tudo maravilhoso.

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  6. e meu pai barbosa teve um bar na esquina da rua maria candida enfrente ao armarinho do sr mario e dona julieta chamava bar bossa hoje recidencia que saudades desse tempo meu querido pai e meu querido tio antonio afonso ,tudo era uma grande festa.

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  7. eu tambem tenho uma grande historia na vila quilherme alem do meu pai barbosa ter o bar meu tio antonio afonso a metalurgica .eu nasci na vila quilherme na rua capitao luiz ramos estudei no santa teresa fiz datilografia na dona lurdes meu avo maximino jogava domino no bar do bastiao eu fui batizada e crismada na igreja do padre luiz.nossa como o tempo passa rapido demais parece que foi ontem muita saudades dessa minha vila quilherme.mari

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  8. Alguém sabe dizer se em 1984 havia um hospital com maternidade rua ernani pinto?

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  9. Prezado Edgar Martins
    FALTA MUITO SOBRE A VILA GUILHERME
    VOCE NUNCA DESCEU A rUA DONA JOAQUINA RAMALHO ATE A IGREJA SÃO SEBASTIÃO, CONHECEU O G.D.R.VASCO DA GAMA QUE FOI UM DOS MAIORES CLUB DA VARGEA NA EPOCA.TEM SEDE PROPRIA FUNDADO A 90 ANOS - PASSE NA RUA JOAQUINA RAMALHO COM A BERNADO PINTO VEJA AS QUADRAS E SLÃOS PARA ALUGAR SABE ONDE E HOJE O WAL MAT ? FOI UM CAMPO DE FUTEBOL FAMOSO, TINHA JOGADORES DO CORINTHIAS E DO VASCO AO MESMO TEMPO. JA´OUVIU FALAR NO SÃO SEBASTIAO TAMBEM TEM 70 ANOS COM SEDE PROPRIA, A GRANDE S FESTA DA IGREJA SÃO SEBASTIÃO - AS FAMILIAS REIMÃO E CASTINOS, A DONA ANTONIA,-- TEM UM LIVRO PROCURE VAI SER BOM VOCE LER,

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    1. Sr. Anônimo... um bom dia !
      Realmente falta muito falar e escreve sobre o Bairro de Vila Guilherme (A Pérola da Zona Norte). Conheço o G.D.R.Vasco da Gama, pois parte de minha família participou dessa família vascaína.
      Antes de se um campo de futebol, foi um lago onde minha vô Justina lavava roupas.
      Sobre o livro que o Sr. cita, já lí e o tenho em mãos, (Citei o nome e os autores) na minha pequena história.
      Só para esclarecer, eu escreví a minha pequena história, e o Sr. Anônimo se possível faça a sua pequena história, assim a História de Vila Guilherme ficará maior e bela!
      Fortes abraços e que DEUS o ilumine.
      Edgard Martins (Vô ED)

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    2. Olá boa tarde,
      Sr. Anônimo, vi que você sabe sobre os clubs de várgea da época na Vila, você tem fotos?
      Estamos procurando fotos antiga do bairro.
      Teria mais detalhes sobre o livro?
      Abraços
      Solange
      solangemoliver@terra.com.br

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  10. Sr. Edgard Martins,
    Parabéns por essa maravilhosa homenagem à Vila Guilherme,eu e minha família também fazemos parte desta história e fomos gentilmente representados quando o Sr. cita o Clube de Malha Lusitano. Sou neta de Francisco Guerrero Ricco, e sei do amor dele pelo clube, pelo bairro, e por seus grandes amigos. Obrigada por citá-lo e por ter ilustrado o seu texto com fotos dele, ele já nos deixou há 27 anos, mas ainda está muito presente em nossos corações! Meus pais viveram boa parte de suas vidas na maria Cândida, eu vivi na Rua Chico Pontes até meus 8 anos, e tenho muitas saudades da minha infância mais do que feliz no bairro, saudades do Santa Teresa, da feira da Rua Imperador, do Jumbo, da Papelaria Dois Irmãos....nossa tantas coisas boas!Foi muito bom viajar no tempo lendo seu texto! Obrigada, Vô Ed!
    Abçs. Maria Paula

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  11. Vô Ed,
    Boa tarde,
    O senhor tem me ajudado muito em minhas pesquisas, minha família tem comercio na Vila Guilherme a mais de 40 anos e busco sempre informações sobre a Vila Guilherme.
    Neste momento estamos reformando o estabelecimento que é um bar e restaurante, ele fica na esquina da Doze de Setembro com a Jose Bernardo Pinto e decidimos decorar com fotos antigas do Bairro.
    Seria um honra conhecer o senhor.
    Já conseguimos algumas fotos e neste momento estamos a procura de fotos de campos de futebol que existiram no bairro.
    Se o senhor puder ajudar ficaria muito grata.
    Abraços
    Solange

    Caso alguém tenha fotos antigas da Vila Guilherme, fiquem a vontade de enviar para:
    solangemoliver@terra.com.br

    no facebook
    BotecoDoManu
    solange.oliveira.5815

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    1. sou thayse, filha do dijalma ceara....
      morei na vila maria
      agora estou em missão veia ceara


      thayseluyanne@hotmail.com

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  12. Gostaria de saber se alguém tem alguma informação sobre o paradeiro da Família dona do ZOOLOGICO AGENOR
    15/10/2013

    sergio@transportesmarwil.com.br

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  13. Morei na Vila Guilherme na infância ( nasci no Brás e logo em seguida meu pai construiu uma casa na Rua Antônio Pontes. Lá ficamos até eu completar 10 anos de idade. Lembro-me perfeitamente da Rua Joaquina Ramalho, Maria Cândida, etc... Em frente a minha casa na Rua Antônio Pontes, número 6, havia um campo de futebol (1950 a 1960) mais ou menos, um velho casarão, onde as crianças brincavam. Saudades que ficam. Hoje, com 65 anos de idade, moro em São José dos Campos-SP.

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  14. morei na vila guilherme de 1966 a 2001 no inicio no conjunto nadir figueredo ate 1977 depois na rua cachoera do arari ao lado do zoo do agenor ate o ano de 2001 parabens pela narrativa um filme passou pela minha cabeça hoje moro no interior de sp
    mas nao esqueço minha amada vila guilherme abraço a todos TECO

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  15. Cid Ougaske02/03/14 09:10

    Parabéns pela pesquisa, interesse em publica-las e especialmente pela fantástica memória do escritor!!

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