Fotos antigas de cidades de Minas Gerais - XXXIX

Um pouco da história visual recente da bela cidade de Contagem, interior do grande Estado de Minas Gerais, através de fotografias publicadas pela belíssima Fundação João Pinheiro no ano de 1983. Boas recordações! 

CONTAGEM (MG) - Avenida João César de Oliveira, vendo-se local onde havia um projeto de engenharia elaborado pela EXACTA, para a construção de um Viaduto (1983)

CONTAGEM (MG) - Vendo-se a ponte sobre o Córrego Ferrugem, na interseção da rua Rio Colorado com a Av. Francis co Firmo de Matos (1983)

 CONTAGEM (MG) - Vendo-se a ponte sobre o Córrego Ferrugem, na interseção da rua Rio Colorado com a Av. Francis co Firmo de Matos ((1983)
 CONTAGEM (MG) - Vendo-se a ponte sobre o córrego do Morro Vermelho, na interseção da rua Rio Colorado com a Av. Rio Volga (1983)
CONTAGEM (MG) - Vendo-se a ponte sobre o córrego do Morro Vermelho, na interseção da rua Rio Colorado com a Av. Rio Volga (1983)


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Fonte:
"Programa para construção de pontes: Município de Contagem". Plano Metropolitano de Belo Horizonte. Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte, 1983, disponível digitalmente no site da Biblioteca Digital do Estado de Minas Gerais Raymundo Nonato de Castro

O Futebol do Brasil ao longo dos tempos - VI

Um pouco mais da história do tradicional Futebol brasileiro, através de fotografias publicadas ao longo do século XX, dentre as quais destaca-se uma do grande Tricolor Paulista, o São Paulo Futebol Clube, em fotografia inédita do ano de 1930, o mesmo em que foi fundado. 

SELEÇÃO BRASILEIRA ("O Malho", 1922)

SÃO PAULO - ("A Cigarra", 1930)
 1. FLUMINENSE; 2. BOTAFOGO; 3. BRASIL; 4. FLAMENGO ("Careta", 1930
 PAULISTANO ("Kosmos", 1904)

FLUMINENSE ("Kosmos", 1904)

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Fonte:

1. Revista "A careta", edição de 1930,
2. Revista "Malho", edição de 1922,

3. Revista "Kosmos", edição de 1904, todas disponíveis  digitalmente no site da Biblioteca Nacional Digital do Brasil;
4. Revista "A Cigarra", edição de 1930, disponível digitalmente no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo

Cultura, literatura e materialidade



Em seu curto texto “Semiologia e Urbanismo”, Roland Barthes lembra que, para  fazer uma semiologia urbana nesse caso ele se refere à metrópole contemporânea precisaria de um domínio de estudos em Geografia, História, Urbanismo, Arquitetura e talvez Psicanálise. Para tanto, é muito pouco provável dar conta de todos esses assuntos. A solução apresentada pelo autor é apresentar reflexões amadoras, no melhor sentido da palavra: daquele que ama. Para o autor, a cidade pode ser entendida como um poema,  mas com as possibilidades de expansão, de mudanças e de re-escritas. O verdadeiro  sentido das pesquisas neste campo está em entender como se forma a linguagem da cidade.

A cidade é um discurso, e esse discurso é verdadeiramente uma  linguagem: a cidade fala a seus habitantes, falamos nossa cidade, a cidade em que nos encontramos, habitando-a simplesmente,  percorrendo-a, olhando-a. Entretanto, o problema é fazer surgir do  estado puramente metafórico uma expressão como “linguagem da cidade”. É facílimo metaforicamente falar da linguagem da cidade  como se fala da linguagem do cinema ou da linguagem das flores. O verdadeiro salto científico será realizado quando se puder falar da  linguagem da cidade sem metáforas (Barthes, 2001: 224).  
Gosto da idéia de uma pesquisa amadora. Desde o começo venho conduzindo-a desta forma. Isso não quer dizer menos responsável. No entanto, não sei se é possível,  neste trabalho, tentar traçar a linguagem de uma cidade fora do campo das metáforas e situações construídas por Oliveira Paiva. Talvez isso já seja uma limitação e uma lacuna de minha pesquisa. Preferi restringir a bibliografia para a discussão da afinidade entre literatura e cidade, com prioridade, em especial, o fenômeno literário. Por isso,  desenvolvo minhas reflexões sobre literatura em todos os capítulos deste trabalho.

Particularmente, a imagem trazida por Barthes nesta proposição textual me faz pensar que a cidade proposta por ele está fixa e estruturada; sem permitir, portanto,  ações específicas que modifiquem os códigos desse texto-cidade. Prefiro pensar os  fenômenos culturais não apenas como mero efeito superestrutural, mas como elemento  presente na organização da sociedade e um campo importante para poder modificar a realidade. A linguagem deve ser pensada como um suporte não apenas de interpretação,  mas de veiculação. Conforme lembra Cevasco, vivemos em um momento de  proliferação do pós-estruturalismo e tantos outros “pós” como sufixo – e por que não  dizer suporte? – teórico em que se enxerga o mundo como um texto. Isso se torna perigoso, por possibilitar a perda da materialidade dos objetos, uma vez que tudo só  passaria existir como signos.
O estilo de grande parte da produção contemporânea dá notícia dos problemas que traz uma posição “pós” que privilegia a indecibilidade  –  e o signo não significa mas faz parte de uma jogo de significações, se não estou aqui nem lá, mas “entre”, não há interpretação no sentidoforte do termo. O raciocínio progride sempre por negação: o teórico não quer “nem isso nem aquilo”, mas sua intervenção não se dá em termos da história real do tempo, em termos de posições políticas que ele recuse, mas das teorias, a conversa entre teóricos substituindo a inter-relação teoria-prática (Cevasco, 2003: 132).
Sinto nas palavras de Cevasco uma profunda crítica e decepção nas produções  teórico-acadêmicas contemporâneas: “o esforço parece ser o de negar esta realidade por  meio da abstração de uma teoria cujos únicos ganhos políticos são acadêmicos” (Cevasco, 2003: 134). É comum escutarmos com freqüência chavões do tipo “tudo é relativo”. As pesquisas acadêmicas caminham cada vez mais para o incerto. Em alguns  casos, levantar a dúvida, por si só, pode trazer reflexões pertinentes, mas eximir-se de um posicionamento pode ser uma forma velada de se esquivar de debates políticos. Opto por deixar claras minhas posições. 
Entendo a cultura e a história social na perspectiva do materialismo cultural. Por isso, tenho dificuldade de entender que a realidade possa ser decifrada e interpretada  apenas como um texto. Não nego, porém, a existência de signos, desde que esses sejam  percebidos e estudados de forma crítica e em constante transformação, nunca estática.  Creio ser muito importante perceber tanto a linguagem quanto a significação como  elementos indissociáveis de um processo social, em permanente produção e reprodução de vida material e não apenas de sentidos.

Cevasco reforça a idéia de que na perspectiva do materialismo cultural convivem sempre formas de estruturação de significados e valores como a dominante, a emergente  e a residual. A primeira nunca é estática, mantém-se em constante movimentação, a fim de prever mecanismos de incorporação e reprodução de formas simbólicas. Eles são  fundamentais para a manutenção do sistema dominante. “Cada vez que surge algo que possa desestabilizar essa ordem, isso é combatido e, muitas vezes, adaptado ao sistema  vigente” (Cevasco, 2006: 126). Na mesma linha, Adriana Facina afirma que essa perspectiva teórica exige a percepção da linguagem num processo histórico no qual ela é ativa, “não sendo nem uma esfera absolutamente autônoma e, tampouco, uma  projeção secundária” (Facina, 2004: 25). 
Com relação ao campo da linguagem, prefiro pensá-la dentro do universo da  criação, da literatura, “como material configurativo da criação literária e ao mesmo  tempo o veículo no qual se realiza a vida humana propriamente dita” (Hamburger, VIII, 1975). Vai ser no confronto entre criação e realidade
 que se torna um embate bastante rico e interessante para a análise do fenômeno literário. Nesse confronto entre criação e realidade, a cidade se torna um cenário típico da modernidade que contribui para a  construção de imagens e representações literárias. 
É sempre bom lembrar o pensamento de Marx no que diz respeito ao problema
 da representação. Para ele, a história das representações muitas vezes aparece como uma  primeira etapa imperfeita, como um anúncio, ainda limitado, da materialidade de uma  época. Mesmo ciente dessa problemática, Benjamin acredita que a modernidade é uma  matéria-prima riquíssima para a experiência das representações. Ao mesmo tempo em  que se constroem representações, elas se tornam pontos de ação do escritor ou do intelectual que age sobre o seu mundo a partir de sua obra artística ou de pensamento. 

Para finalizar minha reflexão, volto a algumas questões levantadas pelo pensador  russo Mikhail Bakhtin. Percebo nas apreciações metodológicas deste autor as idéias mais lúcidas e que melhor representam meus anseios diante do universo acadêmico.  Primeiro, Bakhtin afirma que “viver significa ocupar uma posição axiológica em cada  momento da vida, significa firmar-se axiologiamente” (Bakhtin, 2003: 174). A afirmação vem em reforço do que estou tentando apresentar desde o princípio das minhas reflexões. Bakhtin defende que o processo dialético se origina da própria ação  do diálogo dos indivíduos. O acontecimento do mundo é a participação dos sujeitos no mundo. O mundo, aqui, é apresentado como o próprio conhecimento e não algo  naturalizado e pronto.
Bakhtin tem a preocupação de apresentar a obra de arte não como um objeto
 meramente teórico e sim como um acontecimento artístico vivo. “O momento  significativo de um acontecimento único e singular do existir; e é precisamente como tal que ele deve ser entendido e conhecido nos próprios princípios de sua vida axiológica,  em seus participantes vivos” (Bakhtin, 2003: 175). 
Diversas vezes o autor utiliza a palavra axiológica. Isso só reforça a ideia de que o objeto artístico, no nosso caso, a literatura, tem um valor material de se posicionar  diante de um mundo. A arte e o artista têm a utilidade de criar novos mundos sem  necessariamente se desprender do universo vivido e utilizado como matéria-prima da  criação. “O artista e a arte criam, em linhas gerais, uma visão absolutamente nova do
mundo, uma imagem do mundo, a realidade da carne mortal do mundo não é conhecida de nenhum dos outros ativismos criativo-culturais” (Bakhtin, 2003: 176).
Mas se é verdade que o artista cria novo mundo, é verdade também que esse mundo criado só se concretiza no ato da leitura. Sem leitor, não existe obra de arte.  Cabe ao artista criar uma nova combinação literária a partir de suas ferramentas. Já o  leitor “deve “sentir” o ato criador do autor unicamente no campo da maneira literária habitual, ou seja, também sem sair absolutamente do âmbito do contexto dos valores e do sentido da literatura materialmente concebida” (Bakhtin, 2003: 182).
O fenômeno artístico literário só se completa diante dessa interação entre leitor e
 autor. Dada essa advertência de Bakhtin, acredito que o leitor contemporâneo deve  tomar o cuidado de ao lançar-se em textos passados, como é o meu caso, situá-lo diante do universo de sua criação. Evitando, assim, o anacronismo. Como leitor  contemporâneo, devo me resvalar do pretérito, sem negar também a minha condição de leitor em outro contexto axiológico. O autor russo estabelece que a relação do artista  com a palavra como tal é um momento secundário. Ele deriva do condicionado de sua relação primária com o conteúdo, ou seja, o dado imediato com o mundo vivido e sua tensão ético-cognitiva. 
Bakhtin apresenta, no texto “Metodologia das Ciências Humanas”, o aspecto
 material do passado como algo que não pode sofrer alterações. A modificação histórica vem a partir do aspecto do sentido, este inacabável e modificado constantemente pelo  falante – termo que acredito, na teoria de Bakhtin, poder ser entendido como sujeito,  que pode ser associado também ao leitor. O maior desafio nessa minha proposta é entender como se dá a materialidade do sentido ou o sentido da materialidade. 
Na teoria dialógica de Bakhtin, autores, leitores e críticos, cada qual em suas
 limitações, são agentes.
Integram o objeto estético todos os valores do mundo, mas com um  determinado coeficiente estético; a posição do autor e seu desígnio  artístico devem ser compreendidos no mundo em relação a todos esses  valores. O que se conclui não são as palavras, nem o material, mas o  conjunto amplamente vivenciado do existir; o desígnio artístico constrói o mundo concreto: o espacial com o seu axiológico – o corpo  vivo -, o temporal como o seu centro – a alma – e, por último, o  semântico, na unidade concreta mutuamente penetrante de todos  (Bakhtin, 2003: 176).

O ato de criação determina a posição do autor e marca a relação do escritor com a sua realidade, com a sua forma de encarar o mundo. Todos os elementos, personagens, cenários, condução da narrativa estão a serviço de uma posição literária e material de  um escritor que irá compartilhar ou estabelecer o debate com o leitor e crítico. Isso  acontece por meio da interação da linguagem. Oliveira Paiva, escritores e artistas de toda uma época são responsáveis, de uma forma geral, por suas criações e pela construção e representações feitas  a partir de determinada realidade. 

Não seria exagero, portanto, lembrar o velho Marx e seu companheiro Engels,  quando apresentam no seu livro conjunto A Ideologia Alemã a questão da linguagem  como a consciência real de prática na relação entre os homens. Linguagem e  consciência carecem de necessidade e intercâmbio entre os seres humanos. “A  imaginação, a representação que esses homens determinados fazem da sua práxis real,  transforma-se na única força determinante e ativa que domina e determina a prática  desses homens” (Marx e Engels, 2007: 39).
Voltando ao objeto desta pesquisa, não raro, escuto de companheiros e colegas frases do tipo “Fortaleza é uma província”; “Fortaleza é um ovo”; “Fortaleza não deixa nunca de ser uma grande cidade do interior”. Às vezes, cogito, que essas idéias fazem parte de um sentimento coletivo da própria cidade, compartilhado por vários dos seus
 habitantes. São pensamentos que fluem e migram entre os moradores de Fortaleza e que  vão se espalhando e ganhando forma, um discurso material.

Uma cidade deve ser pensada por meio de seus inúmeros discursos. Quando  leio e releio os primeiros romances que propiciaram experiência escrita à cidade de  Fortaleza, fico a me perguntar se essas primeiras narrativas não seriam também  responsáveis pelo que se diz hoje da própria cidade. Essa é uma dúvida com a qual vou permanecer mesmo ao término desta dissertação, pois um romance e um escritor não  são fontes suficientes para uma investigação com essas pretensões.

Mas quando leio o romance A Afilhada, há uma reflexão teórica para mim de fundamental importância para a discussão específica da obra. Sendo A Afilhada o primeiro romance que se tem conhecimento sobre Fortaleza, e sabendo que o romance é o gênero textual, por excelência, da modernidade e da burguesia, acredito ser relevante pensar como se dá a relação entre os termos: cidade, romance e modernidade.  
Nesta tríade, o conceito de modernidade é central para a análise proposta.  Tomamos como ponto de partida a definição do crítico literário Marshall Berman
(2007). O significado de moderno está na possibilidade de um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em  redor. Esses benefícios, no entanto, não são gratuitos.  Ao mesmo tempo, ela é uma constante ameaça de destruição de tudo o que temos, tudo que sabemos, tudo o que somos. “A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e  raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer  que a modernidade une a espécie humana” (2007: 24).
O autor estabelece uma divisão de três fases para a modernidade. A primeira
 acontece no início do século XVI e vai até o fim do século XVIII. Nela, as pessoas estão  apenas começando a experimentar a vida moderna e não fazem idéia do que as atingiu. A segunda fase começa com a grande onda revolucionária de 1790, principalmente com  a Revolução Francesa (1789), marco da expansão e difusão para todo o Ocidente de idéias como liberdade e igualdade. Finalmente, com a entrada do século XX, Berman  percebe a terceira e última fase, quando o processo de modernização se expande a ponto  de abarcar virtualmente o mundo todo, e a cultura mundial culmina com o modernismo  em desenvolvimento, atingindo espetaculares triunfos na arte e no pensamento.
O mais interessante para este trabalho está justamente na transição da
segunda para a terceira fase. Ela é o marco da expansão do capitalismo, em que as  culturas européias, mais do que nunca, expandem-se além-mar e consolidam o processo  de dominação cultural. Fortaleza, assim como várias capitais brasileiras, passou por esse  momento. Até hoje, para qualquer discussão, acerca de literatura e/ou urbanização no  Brasil, faz-se necessário um passeio pelo período do século XIX, quando o sentimento  de modernidade germina no Brasil e ganha asas, a ponto de influenciar vários de nossos pensadores, artistas e intelectuais surgidos no início do século XX. 
Berman repara que as afirmações feitas sobre a modernidade por escritores e
 pensadores do século XX, comparadas às feitas por outros um século antes, são 
um radical achatamento de perspectiva e uma diminuição do espectro  imaginativo. Nossos pensadores do século XIX eram simultaneamente entusiastas e inimigos da vida moderna, lutando desesperados contra suas ambigüidades e contradições; sua auto-ironia e suas tensões  íntimas constituíam as fontes primárias de seu poder criativo (Berman,  2007: 35).

No próximo capítulo, farei uma discussão sobre a experiência da narração e sua relação com a difusão com o romance e a cidade. O romance, embora seja um elemento  moderno e burguês e trazendo uma série de conseqüências desconhecidas ao período da modernidade, advém de uma experiência muito mais antiga: a narração. Também  apresento uma discussão entre a relação do intelectual com a cidade moderna. Além  disso, estabelecerei uma comparação entre os romances A Afilhada e A Normalista, de Adolfo Caminha, mostrando como os dois escritores, embora envolvidos em um  contexto próximo, desenvolvem perspectiva distintas para as suas cidades escritas.

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Fonte:
Tiago Coutinho Parente: “Uma análise da construção de Fortaleza no final do século XIX, no romance A Afilhada, de Oliveira Paiva”. (Dissertação apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre, pelo  Programa de Pós-Graduação em Sociologia da  Universidade Federal do Ceará.   Orientador: Prof. Dr. Eduardo Diatahy  Bezerra de Menezes). Fortaleza, 2009

Nota
:A imagem inserida no texto não se inclui na referida tese.
As notas e referências bibliográficas de que faz menção o autor estão devidamente catalogadas na citada obra.
O texto postado é apenas um dos muitos tópicos abordados no referido trabalho.Para uma compreensão mais ampla do tema, recomendamos a leitura da tese em sua totalidade.
Disponível digitalmente no site: Domínio Público 

Anúncios antigos de Fogão

Anúncios antigos de marcas de fogões que fizeram enorme sucesso em seu tempo, e que fincaram as bases para a tecnologia atual, que, entre outros avanços tecnológicos, possuem acendedores automáticos e novos designs.  
 Fogão "Geral Cadete Super": "compre um geral Cadete Super e descubra o cozinheiro que você tem em casa". Anúncio de 1968 ("Veja")
 Fogão SAG, da Societe Anonyme du Gaz - Anúncio de 1931 ("Para Todos")
Fogão à gaz, da  P.T. & Companhia Ltda: "Evitae o sujo a trareis felicidade ao vosso lar" - Anúncio de 1928 ("Revista da Cidade")
Fogão da P.T. & P. Co. - Anúncio de  1928 ("Revista da Cidade")
Curso de Culinária para mulheres, as quais concorriam, ao final do curso, um belo fogão para fazerem apetitosas comidas para seus "fiéis e dedicados maridos" ((rs)) - Anúncio de 1925 ("A Pilhéria"

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Fonte:
1. Revista "Para Todos", edição de 1931, disponível digitalmente no site da Biblioteca Nacional Digital do Brasil;
2. Revista da Cidade, edição de 1928, 
3. Revista "A Pilhéria", edição de 1925, ambas disponíveis digitalmente no site: Domínio Público

Fotos antigas de cidades de Minas Gerais - XXXVIII

Mais um pouco da história visual de  Vitoriano Veloso, povoado pertencente ao município de Prados, no Estado de Minas Gerais, em fotografias publicadas pela belíssima Fundação João Pinheiro, em obra da qual extraímos algumas informações sobre a região: Situado entre Tiradentes e Prados, ergueu-se em função do ouro, tendo como região mais produtiva um sitio denominado Gritador, ou, segundo a linguagem popular, "Greta D'ouro", evidenciando a existência deste mineral no local. A produção devia ser de algum vulto pois, em torno da mineração se reuniu pequena aglomeração humana, provavelmente fixa, chegando a ser necessária a construção de casas e de uma capela, a de Nossa Senhora da Penha. Esta edificação teve construção iniciada por volta de 1732,sendo concluía quase meio século mais tarde, em 1771. Ate 1795, esta capela filial da freguesia de São José do Rio das Mortes possuía 661 almas e 184 fogos, justificando portanto, ter sido elevada a curato em princípios do século XIX. De grande valor artístico e arquitetônico, o templo de Nossa Senhora da Penha possui pinturas policromadas no teto da capela-mor e na nave, de autoria e data de execução desconhecidas.6 As torres entretanto datam do inicio do nosso século. Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)7 em 1949, sofrendo acréscimos na parte lateral de sua edificação, dois anos mais tarde. A principal festividade religiosa ali celebrada, a festa da padroeira realiza-se no mês de setembro, com barraquinhas e banda de música, congregando toda a população e mais visitantes de municípios vizinhos.”

Vitoriano Veloso  (MG) - Vista parcial do povoado (1980)
Vitoriano Veloso  (MG) - "Igreja de N.S, da Penha. Necessita de restauração do forro e tratamento paisagístico do adro" (SIC, 1980)

Vitoriano Veloso  (MG) - "Ruínas de uma edificação reformada a pouco tempo" (SIC, 1980)
Vitoriano Veloso  (MG) -  "Casa de interesse de preservação. É uma das duas casas do povoado que possui vãos com vergas arqueadas. Requer reparos no telhado, nas alvenarias e nas esquadrias inclusive reco locação da cancela da porta principal, elemento típico nas construções antigas deste povoado" (SIC, 1980)

Vitoriano Veloso  (MG) - "Artesã confeccionando bijuterias" (SIC, 1980)
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Fonte:
“Circuito do Ouro Campos das Vertentes - Plano de Organização Espacial e Preservação do Centro Histórico de Prados”. Fundação João Pinheiro. Assessoria Técnica da Presidência. Belo Horizonte:, 1980, disponível digitalmente no site da Biblioteca Digital do Estado de Minas Gerais “Raymundo Nonato de Castro

Anúncios antigos de carros antigos - XVI

Anúncios antigos de carros e caminhões, dentre outros, o velho FNM (Fenemê), de 1960

Caminhão FNM (Fenemê) - Anúncio de 1960 ("Quatro Rodas")
Jeep - Anúncio de 1955 ( "A Amanhã")
Dodge Brothers - Anúncio de 1928 ("O Arlequim")

Ford - Anúncio de 1929 ("Almanach do Paraná"

Caminhão Graham-Brothers - Anúncio de 1928 ("O Arlequim")

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Fonte:
1. O Arlequim  Revista de atualidades, edição de 1928, disponível digitalmente no site da biblioteca: Brasiliana - USP;
2. Almanach do Paraná, edição de 1929;
3. "A Amanha",  edição de 1955, ambos disponíveis  digitalmente no site da Biblioteca Nacional Digital do Brasil;
4. Revista "Quatro Rodas", disponível digitalmente no site da Quatro Rodas

Fotos antigas de cidades de Minas Gerais - XXXVII

Um pouco da história visual do povoado de Vitoriano Veloso, município de Prados, interior de Minas Gerais. São fotografias de construções antigas publicadas pela maravilhosa Fundação João Pinheiro no ano de 1980. Segundo obra abaixo especificada: "O povoado de Vitoriano Veloso antigo Arraial do Bichinho como popularmente é conhecido, identifica-se com o que foram os primitivos povoados mineradores das Gerais , cuja tradição ainda se faz presente no artesanato de esteiras de taquara, e de pequenos adornos de bijuteria fabricados para industrias de ourivesaria de Tiradentes. Surgiu nos primeiros anos do século XVIII, em território pertencente a São José D'el Rei, atual Tiradentes. Em 1938, o lugarejo foi anexado ao município de Prados, através do Decreto-Lei nº148, de 17 de dezembro. Ainda pertencendo a Tiradentes, o povoado recebeu a nova denominação de Vitoriano Veloso. Este topônimo foi alterado para homenagear Vitoriano Gonçalves Veloso, inconfidente, nascido no sitio do Gritador em 1738. Preso no mesmo local em 1789 foi condenado ao degredo em Angola, e teve parte de seus bens confiscados pela Coroa Portuguesa. Na ocasião da mudança do nome povoado, foi elevado a Distrito de Paz do Município..."
 Vitoriano Veloso (MG) - "Moradia em estado precário de conservação. Necessita de consolidação estrutural, consertos no telhado e nas esquadrias" (SIC, 1980)
Vitoriano Veloso (MG) -  "Casa situada na rua principal, Teve a porta de acesso frontal transformada em janela. Requer pequenos reparos no telhado, no passeio e no muro lateral direito" (SIC, 1980)
Vitoriano Veloso (MG) - "Moradia de interesse de preservação. Ressente-se de reparos nas alvenarias, no telhado, no piso e nas esquadrias" (SIC, 1980)
Vitoriano Veloso (MG) - "Curiosa moradia de taipa-de-pilão sobre alvenaria de pedra. É a única do povoado que apresenta beira-seveira. Parece que teve a porta principal estreitada. Encontra-se em péssimo estado de conservação, merecendo, pelas suas características construtivas imediata consolidação estrutural, reparos nas esquadrias e no telhado" (SIC, 1980)
Vitoriano Veloso (MG) - "Moradia de interesse de preservação situada nas proximidades da Igreja de N.S. da Penha. Requer reparos no telhado, no piso, nas esquadrias e no passeio" (SIC, 1980)

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Fonte:

“Circuito do Ouro Campos das Vertentes - Plano de Organização Espacial e Preservação do Centro Histórico de Prados”. Fundação João Pinheiro. Assessoria Técnica da Presidência. Belo Horizonte:, 1980, disponível digitalmente no site da Biblioteca Digital do Estado de Minas Gerais Raymundo Nonato de Castro

A moda no Brasil ao longo dos tempos - IV

 A moda tupiniquim sob a influência europeia, especialmente de Paris
A Moda no Brasil ao longo do século XX - ("America Magazine", 1923)

 A Moda no Brasil ao longo do século XX -  ("Ilustracao Brazileira", 1910)
A Moda no Brasil ao longo do século XX -  ("Ilustracao Brazileira", 1910)
 A Moda no Brasil ao longo do século XX - ("A Cigarra", 1921)

 A Moda no Brasil ao longo do século XX - ("A Cigarra", 1937)

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Fonte:
1. America - magazine mensal illustrado, ano 1, n. 04, edição de 1923, disponível digitalmente no site da biblioteca: Brasiliana - USP;
2. Revista Ilustração Brazileira, edição de 1910, disponível digitalmente no site: Domínio Público;
3. Revista "A Cigarra", edições de 1921 e 1937, disponível digitalmente no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo

Fotos antigas de cidades de Minas Gerais - XXXVI


Um pouco da história visual, recente (ano 2000), de Conceição de Ibitipoca, interior do Estado de Minas Gerais, em obra publicada pela Fundação João Pinheiro e disponibilizada digitalmente para acesso público.
Segundo consta no trabalho publicado pela Fundação João Pinheiro, intitulado "Plano Diretor de Organização Territorial e Desenvolvimento do Turismo em Conceição de Ibitipoca":
"A penetração na região de Lima Duarte e Conceição de Ibitipoca é apontada como um dos mais antigos caminhos de Minas. Há referências que datam de 16924 , com a " bandeira'1 do padre João de Faria Fialho. Essa área se localiza um pouco mais ao sul da rota de Fernão Dias, e existem referencias5 de que esse padre era um bandeirante relativamente independente em relação aos demais. Ele foi também um dos pioneiros do descobrimento de Ouro Preto. Em descrição do roteiro das minas de ouro  descobertas pelo padre Fialho, que inclui Ibitipoca , são apontados vários indícios de  ocorrência de ouro na região atravessada, alguns com coleta de amostras. [...]
Por volta de 1780 a ocupação na região de Ibitipoca e Lima Duarte estava circunscrita às regiões serranas e suas imediações. Mantinha-se ainda desconhecido e inexplorado o sertão da Mantiqueira Sul, nas áreas banhadas pelos rios do Peixe, Pirapetinga, Paraibuna e Preto - atuais municípios de Lima Duarte, Rio Preto, Bias Fortes, Santos Dumont, Bom Jardim e Juiz de Fora.[..]
No século XIX acredita-se que não houve grandes modificações na realidade de Conceição de Ibitipoca. Com a contínua ascensão do povoado do Rio do Peixe, acredita-se que Conceição de Ibitipoca foi perdendo expressão, tornando-se depois uma localidade remota, ficando relativamente esquecida. Deve-se destacar a criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca e a integração do distrito ao município de Lima Duarte, antigo arraial do Rio do Peixe.[...]
Na segunda metade do século XX o interesse pela Serra do Ibitipoca começou a aumentar, com alguns visitantes procedentes de municípios próximos que ali se dirigiam com a finalidade de fazer lazer, nos feriados e fins de semanas. Em 4 de julho de 1973 foi instituído próximo a Conceição de Ibitipoca o Parque Estadual do Ibitipoca, ao longo de toda a linha de cumeada da serra e vertentes próximas, com uma área de 1 488 hectares. A maior parte do parque se localiza no distrito de Conceição de Ibitipoca, município de Lima Duarte, mas uma outra parte do distrito está no município de Santa Rita do Ibitipoca,' Após essa época a freqüência de visitantes ao parque e à sede do distrito tomou impulso, acelerando-se bastante nos últimos anos, caracterizando o turismo como atividade econômica de especial relevância no distrito. Acredita-se que esta seja a principal ação em termos de perspectiva para o futuro, e se for bem conduzida deve se constituir em uma forte e permanente atividade da vida do distrito".


Conceição de  Ibitipoca  (MG) - Vista do distrito, pra quem vem de Lima Duarte (2000)

Conceição de  Ibitipoca  (MG) -  Construção de redes pluviais na entrada da Vila (2000)
 Conceição de  Ibitipoca  (MG) -  Vista dos adros das igrejas (2000)
 Conceição de  Ibitipoca  (MG) - Vista da Igreja Matriz (2000)
 Conceição de  Ibitipoca  (MG) - Posto de saúde construído na adro da igreja matriz (2000)
 Conceição de  Ibitipoca  (MG) -  "Árvore dos enforcados" - Figueira centenária (2000)

Conceição de  Ibitipoca  (MG) -  Espaços a serem cuidados nos adros das igrejas (2000

Conceição de  Ibitipoca  (MG) - Usina para separação e beneficiamento do lixo (2000)

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Fonte:
"Plano Diretor de Organização Territorial e Desenvolvimento do Turismo em Conceição de Ibitipoca". Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte, 2000, disponível digitalmente no site da Biblioteca Digital do Estado de Minas Gerais Raymundo Nonato de Castro