O homem e outros bichos

Desde que se iniciou o projeto genoma, rotineiramente aparece alguma novidade envolvendo o assunto. A mais recente, e que foi amplamente divulgada pela mídia, diz que as esponjas compartilham 70% de genes idênticos aos humanos. Mas este tipo de estudo não é o primeiro. Muitos outros já foram divulgados, como os que seguem:

HOMEM – CHIMPANZÉ (5 resultados diferentes)
98% de semelhança
99,4% de semelhança
98,77% de semelhança
95% de semelhança
96% de semelhança.

HOMEM – RATO
99% de semelhança

HOMEM – CACHORRO
73% de semelhança

HOMEM – VACA
80% de semelhança

HOMEM – CAVALO
53% de semelhança

HOMEM - MOSCA DE FRUTAS
47% de semelhança

HOMEM – ESPONJA
70% de semelhança

HOMEM – BANANA (de quebra)
50% de semelhança

É isso!

Darwin, dinheiro e fama

Não resta a menor dúvida de que a posição sócio-econômica de Charles Darwin foi um fator preponderante para a elevação de seu prestígio entre a elite acadêmica de seu tempo. Sem a grana que possuía ele não teria a mínima condição de realizar a viagem no Beagle da forma com o fez. Em uma de suas cartas a Henslow, por exemplo, datada de novembro de 1834, escreveu de Valparaíso: “Acabo de ter uma pista de uns ossos fossilizados de um Mamute! – o que eles podem ser, não sei, mas, se o ouro ou galopes puderem consegui-los, eles serão meus”. O dinheiro também fora de grande relevância na publicação dos suas obras. Naquele dado momento não era qualquer pessoa que tinha cacife para bancar a publicação de livros. Para Darwin, no entanto, isso não foi nenhum problema. Como bem escreveu Nélio Bizzo: “Darwin não entendia nada de herança biológica, mas no outro tipo de herança era ‘expert’. Tinha recebido verdadeira fortuna do pai (cerca de 250 mil dólares). Mesmo sem nunca ter trabalhado, conseguiu ampliá-la... A teoria darwinista baseia-se fundamentalmente na suposição de que os organismos evoluem porque se adaptam às condições do ambiente. Pode haver visão mais cômoda para um jovem burguês almofadinha, interessado em manter a disciplina de seus empregados?” (Nélio Bizzo: “O que é Darwinismo (Editora Brasiliense, p. 56).

É isso!

Li e recomendo... (Iba Mendes)

Li, gostei e recomendo muito...
Machado de Assis: "Memórias Póstumas de Brás Cubas"

Franz Kafka: "O Processo"
Gabriel García Márquez - "O amor nos Tempos do Cólera"
Graciliano Ramos: “São Bernardo

Ariano Suassuna: “Auto da Compadecida


Thomas Morus: “Utopia

Lima Barreto: “Cemitério dos Vivos



Sófocles: “Édipo Rei


José Cândido de Carvalho: "O Coronel e o Lobisomem"


Johann Wolfgang von Goethe: “Fausto

É isso!

Eu li isso...

"Gould tem ocupado o primeiro plano na discussão de outro fenômeno fascinante: a "explosão cambriana". Buscas cuidadosas revelaram apenas raros exemplares de fósseis de criaturas multicelulares em rochas de mais de seiscentos milhões de anos. Ainda assim, em rochas apenas um pouco mais jovens, é encontrada uma profusão de animais fossilizados, com grande número de planos corporais muito diferentes. Recentemente, o tempo estimado em que ocorreu a explosão foi revisado para baixo, de cinquenta milhões para dez milhões de anos — o que equivale a um piscar de olhos em termos geológicos. Essa estimativa mais curta obrigou escritores sensacionalistas a procurar novos superlativos, sendo um dos favoritos o "Big Bang biológico". Gould argumenta que a rápida taxa de aparecimen­to de novas formas de vida exige outro mecanismo para explicá-las que não a seleção natural" (p.35).

Fonte:
Michael Behe: “A caixa Preta de Darwin - Desafio da Bioquimica à teoria da Evolução”. Jorge Zahar Editores, 1997.

É isso!

Artigo "peer-review" a favor a Teoria do Desenho Inteligente

E aqui um artigo (peer-review) recente o qual aborda a hipótese de desenho na natureza, publicado na revista “International Journal of Design&Nature and Ecodynamics”. Um ponto a mais para a Teoria do Desenho Inteligente.

É isso!

E disse Darwin....

"Quanto aos meus sentimentos religiosos, acerca dos quais tantas vezes me têm perguntado, considero-os como assunto que a ninguém possa interessar senão a mim mesmo. Posso adiantar, porém, que não me parece haver qualquer incompatibilidade entre a aceitação da teoria evolucionista e a crença em Deus."

Charles Darwin: "Esboço Autobiográfico", pouco tempo antes de falecer.

As treze "profecias" de Darwin

Ao chegar à leitura da parte final do famoso livro “A Origem das Espécies” (tradução: André Campos Mesquita), chamou-me a atenção o grande otimismo de Darwin em relação ao futuro de sua teoria. Tive a impressão de está lendo os prognósticos de algum profeta barbudo do tipo Nostradamus ou os vaticínios de um antigo oráculo grego. Ele até chega a usar a expressão “olhar profético” quando tenta antever o triunfo da teoria evolutiva: “Podemos propor um olhar profético para o futuro, até o ponto de predizer que as espécies comuns e muito difundidas, que pertencem aos grupos maiores e predominantes, serão as que finalmente prevalecerão e procriarão espécies novas e predominantes." (p. 151, Tomo III).

Eu, como descrente de Darwin, selecionei, a seguir, 13 dessas “profecias” darwinianas, para as quais tecerei breves comentários. Ei-las:

1. “
Os outros ramos mais gerais da História Natural aumentarão muito em interesse. Os termos afinidade, parentesco, comunidade de tipo, paternidade, morfologia, caracteres de adaptação órgãos rudimentares e atrofiados, etc., empregados pêlos naturalistas, cessarão de ser metafóricos e terão o sentido direto” (p. 148). Aqui Darwin errou principalmente em “caracteres de adaptação” e “órgãos rudimentares e atrofiados”. É bem verdade que os póstumos discípulos de Darwin levou o adaptacionismo às suas últimas conseqüências; porém, finda toda a especulação o adaptacioniismo revelou-se digno apenas de um Dr. Pangloss, em outras palavras: puro exagero e imaginação. No que concerne aos tais “órgãos rudimentares”, embora os devotos atuais de Darwin ainda se agarrem neles como “prova da evolução”, sabe-se que muitos desses órgãos nada tem de rudimentar, em vez disso, já revelaram suas devidas funções.

2. “
Abrir-se-á um campo de investigação, grande e quase não pisado, sobre as causas e leis da variação e correlação, os efeitos do uso e do desuso, a ação direta das condições externas, e assim sucessivamente" (p. 148). Não se pode negar que após Darwin as pesquisas científicas proliferaram em várias áreas da ciência, como a Genética, por exemplo. Todavia, as descobertas de Mendel teriam o mesmo sucesso caso Darwin tivesse levado adiante o projeto de seu pai em torná-lo pastor. Não foi a Genética que se apropriou de Darwin, mas “Darwin” (entenda-se os neodarwinistas) que a tomou de assalto, tirando os louros de quem verdadeiramente os mereciam. Nesta “profecia”, Darwin falhou drasticamente também na questão do “uso e desuso”. Se há alguém que ultimamente tem sido lembrado neste âmbito, este não é Darwin, mas sim Lamarck.

3. “O estudo das produções domésticas aumentará imensamente de valor
(p. 148). Estas “produções” não nasceram com Darwin, nem se aperfeiçoaram por meio das informações advindas de sua teoria. Em vez disso, cresceu como uma consequencia natural do acúmulo do conhecimento através dos anos.

4. “
Uma nova variedade formada pelo homem será um objeto de estudo mais importante e interessante do que uma espécie mais adicionada à infinidade de espécies já registradas (p. 148). Mesmo porque ainda não se conhece uma nova espécie que se formou aos moldes de Darwin, ou seja, gradualmente através do acúmulo de mutações e com a impecável atuação da sua Seleção Natural.

5. “Nossas classificações chegarão a ser genealógicas até onde possam fazer-se deste modo e então expressarão verdadeiramente o que se pode chamar o plano de criação”
(p. 148). A famosa “árvores genealógica” de Darwin há um bom tempo tombou ante sua total incapacidade de se ramificar para cima.

6. “As regras da classificação, indubitavelmente, se simplificarão quando tenhamos em vista um fim definido. Não possuímos nem genealogias nem escudos de armas, e temos de descobrir e seguir as numerosas linhas genealógicas divergente
(p. 148). O que há de comum entre uma sardinha, uma pirambóia e uma arraia, para serem considerados peixes? E o que dizer das genealogias baseadas em fósseis? Algumas perguntas.

7. “Os
órgãos rudimentares falarão infalivelmente sobre a natureza de conformações perdidas há muito tempo; espécies e grupos de espécies chamadas berrantes e que podem elegantemente chamar-se fósseis vivos, nos ajudarão a formar uma representação das antigas formas orgânicas (p. 149). Aqui o equívico de Darwin, usando um neologismo que criei, é simplesmente “jibóico”. Os famigerados “órgãos rudimentares” dizem muito pouco e os tais “fósseis vivos” falam muito menos ainda. Que os digam os celacantos.

8. “A embriologia nos revelará muitas vezes a conformação, em algum grau obscurecido, dos protótipos de cada uma das grandes classes”
(p. 149). Uma das maiores fraudes pós-Darwin veio exatamente desse âmbito da Biologia, por mãos e obra de um dos maiores discípulos do naturalista inglês, o alemão Ernst Haeckel.

9. “
No futuro, vejo um campo amplo para investigações bem mais interessantes (p. 149). Mais óbvio do que isso, só o óbvio multiplicado por 666. Ora, no futuro sempre haverá um campo mais amplo para quaisquer ramos de pesquisas. Como diria Simão: "o óbvio Lulante".

10. “A psicologia se baseará seguramente sobre os alicerces, bem propostos já por Herbert Spencer, da necessária aquisição gradual de cada uma das faculdades e aptidões mentais
(p. 149). Há muito que Spencer fora jogado para a lata de lixo da ciência. Embora a chamada Psicologia Evolutiva busque dar cumprimento a esta “profecia” de Darwin, é notório que seu alicerce está fincado em histórias inferivicáveis e não suscetíveis de experimentações, as quais ainda dependem de hipóteses sobre a função de certos comportamentos há milhões de anos.

11. “Projetar-se-á muita luz sobre a origem do homem e sobre sua história
(p. 149). Aconteceu exatamente o opsoto. Nunca houve tantas incertezas sobre a origem do homem como em nossos dias. Para cada “elo” encontrado surge mais uma dúvida no imensso “rosário evolutivo”.

12. “...as espécies comuns e muito difundidas, que pertencem aos grupos maiores e predominantes, serão as que finalmente prevalecerão e procriarão espécies novas e predominantes
(p. 149). Aqui Darwin parece ter depositado toda sua confiança no tautológico lema “sobrevivência do mais apto”, que se mostrou tão útil quanto água em pó: para dissolvê-la acrescente água.

13. “E como a seleção natural atua somente mediante o bem e para o bem de cada ser, todos os dons intelectuais e corporais tenderão a progredir para a perfeição
(p. 149). Com esta “profetada” Darwin deu por encerrada sua carreira de vaticinador. Próximo profeta, por favor... ((rs))

É isso!

Criacionismo: a grande obsessão darwinista

Algo curioso mas que é perfeitamente explicável diz respeito da utilização por parte dos darwinistas da terminologia criacionista com a qual buscam tirar algum proveito em sua guerrinha diária com os religiosos. Se tomarmos como exemplo o verbete “Criacionismo” na Wikipédia, pela mais razoável lógica ele deveria ser redigido e editado por gente que vivencia e acredita nessa doutrina; no entanto, são os próprios “inimigos” do Criacionismo quem estranhamente definem o que é o Criacionismo.

Comunidade "Criacionismo" de propriedade darwinista

Esta obsessão dos devotos de Darwin por manipular a crença alheia é tal monta que até se apropriaram de uma comunidade por nome Criacionismo, de uma famosa rede social, onde se aprazem diariamente em determinar segundo seus próprios critérios o que é e como pensam os criacionistas, além, é claro, de fazer o que mais gostam: propaganda de Charles Darwin. O mais cômico é que dos 22 mil membros compõem o fórum, 90% ou mais deles são religiosos que aceitam a Bíblia como se fosse uma enciclopédia científica moderna. Sobre o assunto sugiro este interessantíssimo texto de autoria do cientista espanhol Emilio Cervantes: El creacionismo, invento darwinista.

É isso!

"Darwinirvana"...

Em meus rotineiros “confrontos” com a galera de Darwin, costumo extrair as melhores “pérolas” daqueles que nutrem maior carência em ser qualificados de “doutores”. No entanto, entre o “doutor da mula ruça” e o “doutor de borla e capelo”, este último costuma ser ainda mais generoso por ceder suas “jóias darwinisíacas”. É o caso, por exemplo, de uma senhora chamada Sílvia (vou omitir o sobrenome), a qual, quando se põe na defesa de Charles Darwin tem-se a impressão que alcançou o próprio nirvana.

Recentemente, enquanto argumentava que o darwinismo na acepção de “ciência experimental”, ou seja, a ciência nos moldes em que fora praticada por Galileu e Newton, não tem a menor utilidade prática, uma vez que se baseia numa tautologia ("sobrevivência do mais apto"), lá pelas tantas a doutora supramencionada saiu-me com estas belíssimas pérolas (SIC):

Toda Biologia e toda Ecologia (não confunda Ecologia com ambientalismo) estão baseadas na TE. E DENTRO DA TE ESTÁ A GENÉTICA. Portanto, olha só o tamanho da besteira que vc falou aí em cima. Além da genética, vc pode incluir toda a paleontologia, toda compreensão das associações ecológicas como predação, mutualismo, parasitismo, etc. medicina, agricultura, controle biológico de pragas, etc, etc,..."

“EM TERMOS DE TECNOLOGIA, o que o darwinsmo contribuiu, CONTRIBUIU MUITO, começando com as vacinas e os antibióticos (consegue ver o mundo sem eles?) passando por outros lados da medicina preventiva como controle de zoonoses, indo para a agricultura, com controle biológico de pragas, melhoramento genético de alimentos, tratamento de doenças genéticas, aconselhamento parental, etc...


Vamos por partes:
1. “Toda Biologia e toda Ecologia (não confunda Ecologia com ambientalismo) estão baseadas na TE. E DENTRO DA TE ESTÁ A GENÉTICA.” Em data não remota perguntei a uma colega de trabalho que cursa o primeiro ano de Biologia numa universidade federal, sobre o que ela havia aprendido de Teoria da Evolução, e sua resposta foi um contundente NADA. Segundo ela, nenhuma matéria tinha abordado especificamente qualquer uma das inúmeras especulações darwinistas.

Essa falsa ilusão dos zeladores de Darwin em restringir os fenômenos biológicos à Teoria da Evolução parece partir do velho mantra
de Theodosius Dobzhansky, o qual afirmou “que nada em biologia faz sentido, exceto à luz da evolução”. Todavia, esses deslumbrados darwinistas esquecem-se de que as matérias essenciais do curso de Biologia, entre elas a anatomia, a botânica, a embriologia, a microbiologia, a paleontologia, a fisiologia e a zoologia foram todas iniciadas antes de Darwin e exatamente por cientistas que não reconheceram a validade de sua teoria. Isso sem falar na Medicina, que na acepção “prática” da ciência deixa essa galerinha simplesmente estonteada. No fim, dirão: as bactérias que não morreram eventualmente vão suplantar as bactérias mortas”.

No que concerne à genética, a soma de toda “contribuição” darwinista neste âmbito recai apenas nisso: ESPECULAÇÃO. Um exemplo diz respeito às teorias dos genes propostas por Richard Dawkins, que até o momento não teve a devida credibilidade científica. Resumindo: o darwinismo em termos “práticos”, é tão útil quanto um aparelho para desentortar bananas, ou se preferirem, é tão relevante quanto água em pó: não serve para nada.

2. “Além da genética, vc pode incluir toda a paleontologia, toda compreensão das associações ecológicas como predação, mutualismo, parasitismo, etc. medicina, agricultura, controle biológico de pragas, etc, etc,...
”. No caso específico da paleontologia, como já foi dito acima, esta disciplina foi fundada bem antes de Darwin e, portanto, existiria tranquilamente sem ele. A vantagem do darwinismo neste âmbito recai muito mais naquilo que Gould denominou de “segredo de negócio”.

Já no que tange à Ecologia, os tais mecanismos evolutivos mostraram-se um verdadeiro fiasco. O mais badalado entre eles, a Seleção Natural, mostrou-se totalmente ineficiente, por exemplo, diante das inúmeras extinções de espécies raras. Portanto, se o
mico-leão-dourado for depender de Darwin...((rs))

Quanto à Agricultura,
o melhoramento genético, por exemplo, que se faz hoje, embora muito mais sofisticado (uma conseqüência óbvia do acúmulo de conhecimento), já era praticado quando sequer existia o primeiro wedgwood. De resto, “deixa a tanga voar”, com o diria o grande Gonzagão.

3. “EM TERMOS DE TECNOLOGIA, o que o darwinsmo contribuiu, CONTRIBUIU MUITO, começando com as vacinas e os antibióticos (consegue ver o mundo sem eles?) passando por outros lados da medicina preventiva como controle de zoonoses, indo para a agricultura, com controle biológico de pragas, melhoramento genético de alimentos, tratamento de doenças genéticas, aconselhamento parental, etc...
” Aqui, como diria um bom baiano, “a coisa arretou-se”! Sim, pois, quando nasceu Darwin? Vejamos .... 1809. E, quando foi descoberta a primeira vacina? Ora, em 1796 e, detalhe, não partiu de um membro da família Darwin. ((rs)) Quanto ao antibiótico, sabe-se que, não obstante tenha sido descoberto por
Alexander Fleming em 1928, não consta que tenha sido o resultado de uma prolongada leitura do “A Origem das Espécies”.

É isso!

Eu li isso...

"Em Ever since Darwin, Stephen Gould, um dos mais influentes biólogos e divulgadores da ciência, suspeita que, de modo inconsciente e só vagamente percebido, o hábito de desviar ou distorcer a verdade é encontradiço, endêmico ou inevitável numa profissão que concede status e poder para descobertas limpas e não ambíguas. Alguns outros comentaristas têm observado as pai­xões intensas, as ciumeiras e as rivalidades de poder que a biologia e a antropologia despertam. Seria sinal das implicações religiosas, filosóficas e políticas do darwinismo, de seu sucesso ou de seu declínio - sem que as pessoas disso se possam dar conta. A seleção darwiniana se processa entre ideias, entre autores, entre escolas. Livros recentes como os de Edward Wil­son constituem um exemplo da ambição dos biólogos, geneticistas, sociobiólogos, etólogos e antropólogos de invadir e dominar as ciências sociais. Não se satisfazendo com os limites estreitos de seu território, são imperialistas. Se os antropólogos já agrediram a ciência política em que pontificam, às vezes grosseiramente, justificando sua ideologia partidária com argumentos tirados de uma ciência mal-assimilada, também os biólogos atacam por baixo: sua intenção é reduzir as ciências sociais aos fenôme­nos suscetíveis de ser investigados nas provetas e nos microscópios de seus laboratórios."

Por:
José Osvaldo de Meira Penna, "Polemos: Uma análise crítica do darwinismo". Editora da UnB.

É isso!

Já diz o ditado: "Quem canta, seus males espanta" ((rs))


É isso!

"O Fim da Evolução Humana"

Num desses fóruns de uma famosa rede social, mais precisamente numa comunidade dedicada ao naturalista Charles Darwin, com mais de 18 mil membros, alguém provavelmente empolgado com as grandes perspectivas oferecidas pela ostentosa Teoria da Evolução, indagou: Qual seria a próxima etapa da evolução humana?

Algumas respostas surgiram de imediato:
1. “Eu vejo que a espécie humana tende a viver milhões de anos sem sofrer mutações, já que não existe a necessidade de se adaptar ao ambiente e podemos ficar na mesma forma por milhões de anos como Crocodilos e tubarões”.
2. “Dizem que fisicamente pouco mudará, somente nosso cérebro ficará maior e conseqüentemente "mais potente".
Isso me fez lembrar uma pesquisa divulgada em 2008, a qual fora realizada pelo geneticista Steve Jones, e que se tornou pública numa conferência chamada "O Fim da Evolução Humana". Segundo este darwinista, “devido aos avanços da tecnologia e da medicina, já não são apenas os mais fortes que passarão seus genes para a geração seguinte. Ele sugeriu que o tipo de homens que encontramos no mundo hoje é o único que haverá - porque os seres humanos não ficarão mais fortes ou inteligentes ou saudáveis. Na matéria publicada pala BBC, o mesmo cientista afirmou “que os humanos reduziram de forma inesperada nossas taxas de mutação devido às mudanças de nossos padrões reprodutivos.” E mais adiante: "Outro fator (a ser levado em conta) é a diminuição da seleção natural". E finaliza: "Acredito que vão ocorrer mudanças, mas nossas mudanças não serão físicas, serão mentais".

É isso!

Darwinismo "Awards" - III

Não satisfeito por apenas especular no âmbito das ciências biológicas, o darwinismo passou a meter seu bedelho em tudo quanto é buraco do conhecimento humano, como a Psicologia, a Sociologia e até mesmo a Teologia. Essas quixotescas aventuras darwinianas, como já seria de se esperar, culminou emmuitas teorias excentricamente bizarras, extravagantes e escalafobéticas, como as que suguem:

1. TEORIA DA POPULARIDADE
Segundo os pesquisadores, os genes não apenas afetam a personalidade, mas também têm impacto sobre a formação e a estrutura do grupo social de um indivíduo.” Como é de praxe neste tipo de especulação, sempre se dá um jeito de introduzir a Teoria da Evolução como muleta explicativa: “Os pesquisadores acreditam que pode existir uma explicação evolucionária para que uma pessoa fique no coração de um grupo ou à sua margem. Se uma infecção letal se propagar por uma comunidade, aqueles que estiverem à margem terão menor possibilidade de contrair a infecção e sobreviverão...” ...”Pode ser que a seleção natural esteja atuando não apenas em coisas como se nós podemos ou não resistir ao resfriado comum, mas também quem vai entrar em contato com quem." (BBC)

2. TEORIA DAS LOIRAS DAS CAVERNAS
Segundo o antropólogo Peter Frost, da Universidade St. Andrews, na Grã-Bretanha: “por volta do final da última Era Glacial, havia uma escassez de machos para a reprodução em algumas regiões, devido à dificuldade para conseguir caçar bisões, renas e mamutes, que compunham a dieta dos humanos de então. Por esse motivo houve um processo de seleção natural e, no norte europeu, pelo menos, tinham vantagem as mulheres com cabelos loiros e olhos claros.” (BBC)

3. TEORIA DAS EXPRESSÕES FACIAIS HEREDITÁRIAS
Para Ruth Mace, antropóloga evolucionária do University College London, “a expressão das emoções é algo que foi moldado pela seleção natural ao longo do tempo”. (BBC)

4. TEORIA DOS TESTÍCULOS GRANDES E CÉREBROS PEQUENOS
Um estudo científico realizado entre 334 espécies de morcegos indica que os exemplares com os testículos maiores têm cérebros menores, publicou ontem a revista "Proceedings of the Royal Society B: Biological Letters". O excêntrico não reside nestes dados, mas na especulação evolutiva que vem logo a seguir: “O desenvolvimento dos testículos em algumas espécies foi um recurso da seleção natural para atrair as fêmeas...”...”Os cientistas comprovaram que, nas espécies cujas fêmeas são promíscuas, os machos com os maiores testículos e cérebros menores são os com mais chances de chamar atenção e procriar.” (FOLHA)

5. TEORIA DA PERSINALIDADE DOS ANIMAIS
Segundo a teoria da seleção natural, a flexibilidade das espécies é uma das melhores estratégias para a sobrevivência e a reprodução, disse Max Wolf, biólogo encarregado do estudo. Mas "em muitas situações, é difícil entender o valor que algumas correlações têm para a evolução, como as existentes entre a audácia e a agressividade", disse Wolf.” (FOLHA)

É isso!

A "criação desinteligente" da Wikipédia

O verbete Design Inteligente é um caso interessante entre os textos da enciclopédia online Wikipédia. Por ser tão alterado e adulterado, colocaram por lá um alerta: “Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade.”

Alerta à parte, u
ma rápida lida no texto já é suficiente para atestar que imparcialidade é pouca cousa para tanta falta de bom senso. Lá pelas tantas, um editor anônimo, obviamente darwinista, escreveu:
Seus principais defensores, todos eles associados ao Discovery Institute, baseado nos Estados Unidos, acreditam que o criador é o Deus do cristianismo.” Na mente ingênua ou tendenciosa de quem editou o texto, a Teoria do Desenho Inteligente é uma espécie de “clube”, no qual só entra cristãos com a Bíblia embaixo do braço. Ora, é sabido que há agnósticos e até ateus os quais a seu modo defendem tais conceitos. Na realidade, os “engomadinhos de Darwin” da Wikipédia tem tanto interesse em ligar os tedeístas à religião que até conceberam um novo nome para a teoria: “Criação Inteligente”: “Defensores da criação inteligente alegam que ela seja uma teoria científica, e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais.” O termo “criação”, aqui, é uma alusão mais que óbvia ao criacionismo bíblico. Pura desonestidade, afinal em nenhum momento a Teoria do Desenho Inteligente deseja que a ciência aceite “explicações sobrenaturais”. Em seu prestigiado livro “A Caixa Preta de Darwin”, Michael Behe discorre exatamente sobre esta questão. Mui provavelmente o anônimo wikipediano sequer teve a pachorra de consultar uma das principais referências à teoria que critica:
"Parece-me, porém, que o medo de que o sobrenatural apareça de repente em todos os lugares na ciência é muito exagerado. Se minha aluna de pós-graduação en­trasse em meu gabinete e disesse que o anjo da morte acabou com sua cultura bacteriana, eu não teria nenhuma inclinação a acreditar nela. É im­provável que o Journal of Biological Chemistry inicie uma nova seção sobre o controle espiritual da atividade enzimática. A ciência aprendeu no último meio século que o universo funciona com grande regularidade na maioria das vezes, e que leis simples e comportamento previsível explicam a maioria dos fenómenos naturais" (Zahar Editor, p.242).

É isso!

Nietzsche e sua navalha verbal contra Darwin

"Certas verdades são percebidas pelos medíocres primeiramente, porque são mais conformes à sua inteligência e não têm atrativo ou sedução senão para os espíritos medíocres. Se é levado a constatar este fato, por si mesmo pouco confortador, precisamente depois que as mentes de alguns ingleses respeitabilíssimos, mas de inteligência medíocre — designarei Darwin, John Stuart Mill e Herbert Spencer — na média do gosto europeu parecem exercer uma influência preponderante.

De fato, quem poderia duvidar da utilidade do aparecimento,
a intervalos, de tais espíritos? Seria um erro sustentar que precisamente os espíritos superiores, que tentam sendeiros inacessíveis aos outros, possuam suficiente habilidade para constatar muitos fatos pequenos e vulgares, para tirar deles certas conclusões — pelo contrário. esses são exceções e se encontram numa posição pouco feliz frente à "regra". E além disso, devem fazer outras coisas distintas do apenas conhecer, devem ser, significar, representar novos valores! O abismo que separa o saber do poder é talvez mais profundo e também mais sinistro do que se possa crer aquilo que se ouve do poder, num estilo grandioso, quem tem o espírito que cria, poderá, talvez deva ser um ignorante — posto que as descobertas científicas à Darwin exigem uma certa restrição de vistas, uma certa aridez do espírito, certo pedantismo, muito conforme à índole inglesa."

- Friedrich Wilhelm Nietzsche, em "Além do bem e do mal ou Prelúdio de uma filosofia do futuro".

É isso!

O valor semântico da palavra “evolução”

O embaraço dos darwinistas com a palavra “evolução” é simplesmente jibóico. Por mais que tentem desassociá-la do conceito de “progresso”, esbarram-se diante do fato de que seu uso inicial tinha exatamente esta finalidade, ou seja, a de denotar a ação ou resultado de progredir, a marcha ou movimento para diante, o desenvolvimento ou continuidade de uma ação, e por aí vai. O dilema é de tal monta que alguns professores de Biologia, constrangidos com a realidade semântica atrelada ao uso deste termo, já sugerem algo como “Teoria da Transmutação”, “Teoria da Adaptação”, “Teoria da Transformação” etc.

A palavra “evolução”, portanto, parece não fazer sentido sem seu vínculo com “progresso”, uma vez que foi exatamente dessa maneira que se utilizou Darwin ao escrever todas suas obras e estabelecer sua teoria. Em “A Origem das Espécies” ele deixa isso bem claro: “
A seleção natural atua exclusivamente no meio da conservação e acumulação das variações que são úteis a cada indivíduo nas condições orgânicas e inorgânicas em que pode encontrar-se colocado em todos os períodos da vida. Cada ser, e é este o ponto final do progresso, tende a aperfeiçoar-se cada vez mais relativamente a estas condições. Este aperfeiçoamento conduz inevitavelmente ao progresso gradual da organização do maior número de seres vivos em todo o mundo. Mas referimo-nos aqui a um assunto muito complicado, porque os naturalistas ainda não definiram, de uma forma satisfatória para todos, o que deve compreender-se por ‘um progresso de organização’. Para os vertebrados, trata-se claramente de um progresso intelectual e de uma conformação que se aproxime da do homem. Poder-se-ia pensar que a soma das alterações que se produzem nas diferentes partes e nos diferentes órgãos, por meio de desenvolvimentos sucessivos desde o embrião até à maternidade, basta como termo de comparação...” (Lello & Irmão Editores, p. 138).

No que diz respeito ao homem em especial, o conceito de evolução como progresso constitui-se a própria essência da doutrina; do contrário, não seria possível explicar o desenvolvimento moral e intelectual do homem a partir de sua condição semi-humana. Em “A Origem das expressões no homem e nos animais”, isso fica patente: “
Nos humanos, algu­mas expressões, como o arrepiar dos cabelos sob a influência de terror extremo, ou mostrar os dentes quando furioso ao extremo, dificilmente podem ser compreendidas sem a crença de que o homem existiu um dia numa forma mais inferior e ani­malesca. A partilha de certas expressões por espécies diferentes ainda que próximas, como na contração dos mesmos músculos faciais durante o riso pelo homem e por vários grupos de ma­cacos, torna-se mais inteligível se acreditarmos que ambos descendem de um ancestral comum. Aquele que admitir que, no geral, a estrutura e os hábitos de todos os animais evoluíram gradualmente, abordará toda a questão da Expressão a partir de uma perspectiva nova e interessante” (Companhia das Letras, p. 17).

Já no seu “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”, esse entendimento torna-se ainda mais evidente: “
Até aqui tenho considerado somente o progresso do homem, saindo de uma condição semi-humana para aquela do moderno selva­gem. Merece que se acrescentem algumas referências a propó­sito da ação da seleção natural nas ações civilizadas. Este tema tem sido discutido com habilidade por W. R. Greg e anteriormente por Wallace e por Galton. Muitas das minhas observações são extraídas destes três autores. Nos selvagens, as fraquezas do corpo e da mente são imediata­mente eliminadas; aqueles que sobrevivem, apresentam nor­malmente um vigoroso estado de saúde” (p. 160). E mais adiante: “No caso das estruturas corpóreas, o fator que contribui para um progresso de uma espécie é a sele­ção de indivíduos ligeiramente mais dotados e a eliminação daqueles menos dotados, e não a conservação de anomalias fortemente acentuadas e raras. O mesmo se dará com as faculdades intelectuais, visto que os homens um pouco mais hábeis em qualquer grau da sociedade têm melhor êxito do que os menos hábeis e, conseqüentemente, progridem em número, quando não são obstaculados de um outro modo. Quando numa nação o nível de inteligência e o número de pessoas inteligentes cresceram, de acordo com a lei do desvio da média, podemos contar com o aparecimento dos gênios com um pouco mais de frequência do que antes” (p. 164). E, para completar: “A julgar de tudo o que sabemos do homem e dos animais inferiores, sempre tem havido uma sufi­ciente variabilidade em suas faculdades morais e intelectuais para um progresso seguro através da seleção natural” (Hemus Editora, p. 171).

É isso!